O assunto vetorização de binário nunca sai da ordem do dia do mundo automóvel – isto porque a sua evolução tem sido imensa, apesar de forma lenta, nos últimos vinte anos conforme referencia o site Razão Automóvel.
Transmitir ou restringir o movimento das rodas de um automóvel não é, nos dias que correm, suficiente. É preciso distribuir…
A vetorização de binário, e os sistemas de tração, é um assunto muito actual que tem evoluído muito pois já não é suficiente transmitir ou restringir o movimento das rodas de um automóvel – é necessário distribuí-la de forma eficiente e com critério. Como?
Os sistemas de vetorização de binário funcionam da seguinte forma: a cada roda é-lhe atribuída a potência exacta necessária no momento ideal para um desempenho eficiente.
É, de facto, um conceito simples – o que não será, de todo, o caso da complexidade electrónica dos sistemas que o compõem.
Trocando por miúdos, vetorização de binário nada mais é do que um gadget electrónico cujo objectivo é monitorizar e distribuir a potência pelas rodas levando em consideração algumas variáveis como a mudança engrenada, o ângulo da direcção, o rácio de deriva, forças G e outras informações que provêm de sensores – sensores igualmente partilhados pelo ESP e módulos de controlo de tração.
Também conhecida por vetorização de torque, a vetorização de binário começou por ser usada no rali, nomeadamente nos carros da Mitsubishi
Há um diferencial padrão do qual parte o conceito de vetorização de binário ou de torque. Este diferencial de vetorização de binário executa tarefas diferenciais básicas e, ao mesmo tempo, transmite o torque entre as rodas de forma independente. Há, então, uma transferência de capacidade que melhora a movimentação e a tração em qualquer situação.
Inicialmente, os diferenciais de vetorização de binário começaram por ser usados em corridas, nomeadamente nos carros da Mitsubishi – pioneira na utilização desta tecnologia que tem vindo a desenvolver-se lentamente. Actualmente, no entanto, é já implementada em uma pequena variedade de veículos de produção.
Refira-se que a utilização mais comum de vetorização de binário em automóveis já está, hoje em dia, em todas as rodas veículos de passeio – e isto apesar de ser um sistema que requer um sistema de monitoramento electrónico e que também, exige componentes mecânicos normalizados.
Este sistema electrónico conta o diferencial de quando e como ocorre a variância do binário. De qualquer forma, e não será demais referir, devido ao número de rodas que recebem a potência acima já mencionada, um diferencial de tração dianteira ou traseira é sempre bem menos complexo do que um diferencial de tração nas quatro rodas.

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