A importância da comunicação e da relação
A relação e comunicação surgem quase sempre como processos naturais e automáticos sobre os quais perdemos pouco tempo a pensar. Contudo, como viveríamos sem estas duas componentes tão presentes diariamente na nossas vidas? Foi esta e muitas outras questões sobre a importância da comunicação e do processo de relação que me levaram a escrever sobre o tema, através da definição de conceitos à luz da psicologia. Após uma breve exploração sobre o tema, foi possível concluir que a vida relacional é como um contínuo que vai ficando mais complexo ao longo da vida; e que as relações de vinculação construídas ao longo deste ciclo são importantes, tendo em conta que “existimos” porque nos relacionamos com os outros, e com o meio.
Relação e comunicação como processos que se desenvolvem ao longo do ciclo de vida
A importância da comunicação prende-se a factos como o de ao longo do ciclo de vida ser inevitável não estabelecer relação com inúmeras pessoas. As relações interpessoais variam quanto ao tipo, finalidade, intensidade e estabilidade temporal. Por vezes, somos nós que as escolhemos, outras são casuais ou impostas. Neste sentido, estamos sempre em constante interacção com o outro, já que até o silêncio é uma forma de comunicarmos (linguagem corporal, também contribui para a importância da comunicação). É através desta relação que nos conhecemos e nos construímos mutuamente, pois só nos podemos conhecer se alguém já nos conheceu e é na relação com o outro que nos vamos descobrindo. Assim, “eu” tenho uma imagem de mim consoante a forma como os outros me vêem, o que me permite ir construindo o meu auto-conceito. Para além disto, quanto melhor nos conhecemos a nós próprios através da relação com os outros, mais podemos estar disponíveis, ou não, para nos aceitarmos como somos, e gostarmos, ou não, das características que possuímos.
Padrões Relacionais
Os vínculos característicos de uma relação são dinâmicos e evoluem em função dos contextos situacionais e das características de cada um dos seus intervenientes. Assim, podemos dizer que cada indivíduo cria o seu espaço relacional, no qual estabelece relações específicas com diferentes pessoas pertencentes a esse mesmo espaço, criando assim, diversos padrões relacionais. Nós tendemos a seguir os primeiros padrões relacionais que criámos, na infância, e neste sentido é necessário o estabelecimento de relações significativas com os outros, ao longo de toda a vida. Pois, são as relações que estabelecemos com as pessoas mais significativas, que nos permitem alterar todos os padrões relacionais “base”, negativos para nós até então. Elevando a importância da comunicação com a qual cimentamos estas relações.
Importância da Relação Mãe-Bebé
Todas as relações que o indivíduo estabelece ao longo da vida têm como base a relação “mãe-bebé”, uma vez que esta é a primeira relação de vinculação a ser estabelecida. A vinculação é assim, um elo de ligação emocionalmente significativo e de longa duração com o outro. Esta ligação emocional revela a importância da comunicação da mãe com o bebé de modo a criar os primeiros laços emocionais. A crença de que a mãe é a principal, ou mesmo o único, elemento envolvido no processo de socialização é um mito, pois desde o nascimento as crianças estão envolvidas em relações sociais com uma grande diversidade de indivíduos, sendo que cada um deles exerce um determinado tipo de influência no percurso de desenvolvimento da criança. A família pode ser o primeiro contexto em que a criança aprende o mundo social, mas não é o único, pois podem ocorrer circunstâncias em que outros contextos desempenhem um papel igualmente vital no contributo para o desenvolvimento da criança, assim como na forma como este se relaciona como os outros.
Capacidade de Relacionamento
A capacidade de nos relacionarmos é inata, uma vez que o bebé nasce com competências suficientes para se relacionar com o meio envolvente e satisfazer certos parâmetros que satisfazem a importância da comunicação. Vários investigadores, dentro dos quais Bowlby, indicam-nos que a criança está biologicamente disposta a desenvolver vinculações com os indivíduos que cuidam dela. É através da relação de vinculação com a mãe, que por norma é uma relação segura, que nós começamos a pensar sobre nós próprios, sobre o mundo e sobre aquilo que nos rodeia, permitindo-nos assim partir para outras relações paralelas a esta. Contudo, este tipo de relações vinculativas, como já foi referido, são estabelecidas ao longo de todo o ciclo de vida com diferentes pessoas significativas, uma vez que o ser humano necessita sempre de se sentir seguro e protegido através das relações que mantém com o outro.
Fases fulcrais de Relacionamento
Ao longo de todo o desenvolvimento existem diferentes fases que se caracterizam pela alteração dos padrões relacionais, algumas delas são: a entrada da criança para a creche, já que é nesta fase que a criança estabelece o relacionamento com outras pessoas, que não as pertencentes ao seio familiar; a entrada para a escola, que implica muitas vezes a criação de novas redes de amizade; o período da adolescência onde a relação entre o grupo de pares tomam uma importância significativa no desenvolvimento dos sujeitos; e a fase adulta e idosa, onde são fortalecidas as relações com os indivíduos mais significativos, e na qual os sujeitos se podem encontrar disponíveis para relações de maior intimidade. A importância da comunicação é elevada e todas estas fases são fundamentais para a realçar.

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