Como vai a Defesa: à defesa
Investimento na Defesa, que pode ser de curto, médio e longo prazo, essencial para o indispensável reequipamento das Forças Armadas, precisa-se em Portugal – pelo menos é o que dizem as Forças armadas. O Ministério da Defesa Nacional tem privilegiado, de um modo geral, os projectos orientados para a produção industrial se bem que, em alguns casos, não tenha resultado desse investimento a produção de equipamentos.
Seria interessante proporcionar aos institutos, empresas, comunidade científica e outras entidades ligadas ao desenvolvimento, investimentos que permitissem ao Estado definir uma orientação top down, embora reconhecendo que nem todos os desenvolvimentos podem resultar em produtos comerciais tal como aconteceu, por exemplo, com os rádios militares. Estas operações estão interdependentes de outros sectores da investigação, do mercado europeu de equipamentos e das indústrias, o que significa que têm de existir indústrias representativas e interlocutoras com a comunidade científica.
Redução das despesas com as Forças Armadas
Um dos problemas na aplicação deste investimento nos meios da Defesa, prende-se com o facto de em Portugal, como em outros países europeus, terem vindo a reduzir as despesas com as Forças Armadas o que implica a necessidade, nem sempre pacífica, de haver uma aceitação nacional para aumentar o investimento – atendendo à existência de uma carência urgente de meios financeiros noutros sectores do País.
Que mecanismos?
Preocupação adicional com que a Defesa se tem deparado prende-se com os mecanismos a criar para apoiar projectos na área da defesa e dinamizar as nossas empresas e a EuroDefense-Portugal e a Agência Europeia de Defesa, nomeadamente o aproveitamento das contrapartidas que, apesar de ser objecto de polémica, parece ser aquele que permite algum retorno dos investimentos na Defesa e enveredar pela aquisição dos equipamentos militares a partir de projectos industriais cooperativos, o que permitiria avançar com o financiamento da I&D desses projectos ou, ainda, pela utilização de parcerias estratégicas onde se pode ganhar dimensão com participação no capital das empresas, com novas perspectivas de mercado e com acesso a tecnologias e know-how de ponta.
Tanto as indústrias de defesa nacionais como as indústrias civis, têm de procurar parceiros estratégicos para que possam dar resposta aos desafios surgidos.
Outra hipótese de mecanismo para investimento na Defesa a considerar seria o das Forças Armadas aproveitarem mais o outsourcing a fim de executarem o essencial e adquirirem o resto às empresas reduzindo, assim, custos e satisfazendo o interesse dos privados.
Material de defesa made in Portugal
Há quem considere que em Portugal é possível fabricar-se material de defesa e que existem empresas capazes disso, independentemente da sua dimensão. Para a sua concretização, é condição fundamental que haja simplesmente um mercado interessado que, no caso do material de defesa, são as Forças Armadas. Para esse efeito, tem de se adoptar uma Estratégia de Defesa Económica.


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