Ar comprimido versus automóvel?
Nada disso. O ar comprimido já está com uma roda no futuro. No futuro dos automóveis. Veja o caso da MDI (Motor Development International) a apostar na produção de automóveis a ar comprimido que prevê internacionalizar Europa adentro no Reino Unido, em Itália e em Espanha.
Como funciona exactamente
É mesmo assim: os automóveis, e também os automóveis táxis, são fabricados com a capacidade de comprimir o ar – para isso têm de estar ligados à corrente eléctrica (220 V) durante a noite para recarregar o depósito num período de três a quatro horas, necessitando de uma potência de cerca de 22 kW. Isto durante a noite para quem não fizer da noite dia, obviamente.
E durante o dia?
Durante o dia o automóvel tem uma autonomia média de 200 km, através de depósitos de fibra que armazenam 90 metros cúbicos de ar comprimido a 300 bares de pressão. A tecnociência é incrível, não é? O motor funciona com ar retirado da atmosfera previamente filtrado e a expansão do ar comprimido introduzido no cilindro impulsiona os pistões conseguindo assim desenvolver movimento. O automóvel tem incorporado um sistema de recuperação da energia de travagem que vai comprimir o ar do ambiente injectando-o, depois, no sistema de depósitos: a maravilha do ar comprimido.
Um tubo de escape milagroso
Anote aí o milagre do ar comprimido: o ar que sai do tubo de escape é mais limpo do que o ar que entrou!, visto que o mesmo ar é filtrado antes de ser injectado no motor. Por outro lado, o sistema de climatização do carro aproveita o ar frio que é expulso. Finalmente, devido à ausência de combustão, a mudança de óleo só terá de se realizar no fim de cada 50 000 km.
Vantagens ecológicas
Veja as vantagens ecológicas destes automóveis a ar comprimido: a não existência de combustão e o facto do ar que é expulso para a atmosfera, através do tubo de escape, ter uma temperatura de 0ºC. No entanto, também existem pontos mais fracos e menos vantajosos para o ambiente – é que para que todo o processo tenha zero por cento de emissões, estes automóveis a ar comprimido necessitam de ser carregados com electricidade. E a electricidade que é produzida através de energias renováveis. Pois. Os Açores, vem a propósito, seria um óptimo local de investimento já que possui um grande potencial em termos de geotermia e energia eólica.
Gama média acessível
Sabe como se chamam estes automóveis que se movimentam a ar comprimido? CITYCAT”s. Engraçado o nome, não é? E fica também desde já a saber que são automóveis acessíveis perfeitamente comparáveis, no mercado, a uma qualquer gama média que não custa mais do que €10 000.

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