A taxa de vagas de emprego em Portugal é das piores da União Europeia e manteve-se inalterada em 0,6% no final do segundo trimestre, conforme adianta o site Dinheiro Vivo.
De acordo com o Eurostat existem apenas dois países no seio da União Europeia piores do que Portugal no que concerne a vagas de emprego: Letónia e Polónia.
Portugal é um dos quatro países da União Europeia onde a taxa de vagas de emprego é mais reduzida
O Eurostat publicou recentemente dados que indicam que apenas 0,6% dos postos de trabalho existentes se encontram vagos em Portugal – um dos quatro países com a taxa de vagas de emprego mais reduzida.
Constata-se que a taxa de vagas de emprego em Portugal manteve-se inalterada no que concerne aos registos verificados no final do primeiro trimestre desde ano, com uma ligeira subida perante os 0,4% dos três últimos trimestres do ano de 2013. Mais informação revela-nos que há dois países na União Europeia – Letónia (0,4%) e na Polónia (0,5%) – em que a taxa de vagas de emprego é mais reduzida do que no nosso país. Refira-se que, de acordo com a mesma fonte, Espanha regista a mesma taxa de disponibilidade: 0,4%.
Será importante referir que na relação de países com a maior taxa de vagas de emprego surge, já seria expectável, em primeiro lugar, a Alemanha, com 2,8%, seguida da Bélgica, com 2,4%, do Reino Unido – com 2,3%. A Suécia completa o grupo de quatro países que têm taxas de vagas de emprego acima das médias da zona euro e da UE 28.
Como é sabido a taxa de vagas de emprego difere consoante os diferentes sectores de actividade. De acordo com a mesma fonte esta taxa ascendia em Junho, em Portugal, a 1,1% no caso dos serviços – traduzindo uma subida face aos 0,9% registados nos três meses anteriores. No que se refere à construção e indústria, registou-se uma queda de 0,5% em Março para 0,4% no final do segundo trimestre.
O novo destino dos emigrantes portugueses face a este cenário: Angola
Angola é, neste momento, o principal destino dos novos emigrantes portugueses – tendência que não se viu abalada sequer pelo anúncio do fim da parceria estratégica entre Angola e Portugal pelo presidente Eduardo dos Santos. Quer os investimentos angolanos em Portugal quer os investimentos portugueses em Angola se mantêm sem qualquer abalo.
No entanto, muitos dos emigrantes portugueses partem sem qualquer tipo de autorização de trabalho – apesar da obrigatoriedade do visto de trabalho. Com excelentes salários, Angola parece ser um paraíso no escape à baixa taxa de vagas de emprego em Portugal – apesar de o custo de vida lá ser extremamente elevado.
A habitação, a alimentação, a segurança e a saúde são questões que têm mesmo de ser bem ponderadas perante uma proposta de trabalho em Angola.

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