Diversidade de Culturas

Abordar Educação Cívica implica como já pudemos concluir pelos primeiros 3 textos, uma aceitação do diferente (ex. diversidade de culturas), uma empatia, uma integração de todos os elementos sociais.
Nessa medida e como se trata de um texto par, como é habitual e do conhecimento dos caros leitores, é minha função, em textos de natureza par, deixar vos uma visão prática dos conceitos teóricos que vos deixo e por isso lanço hoje mais um desafio prático.
Que situações reais hoje, amanhã ou esta semana passam por cada um de vocês que coloquem em causa os direitos humanos, a dignidade, a integração ou exclusão social de um dos elementos da nossa sociedade e qual a vossa atitude perante cada um desses casos.
Eu fiz esse exercício e deixo-vos um caso que se revelará uma oposição ao exemplo do texto 2, contudo, a sua essência é a mesma, a discriminação, a atitude diferente perante elementos sociais, as dificuldades perante a diversidade de culturas.
É de referir que a diversidade de culturas encontra-se quotidianamente ao nosso lado, no entanto é curioso constatar que essa proximidade não representa sinónimo de detecção e aceitação dessa realidade, quando conscientemente não nos encontramos despertos e atentos a ela, constituindo a reflexão, o motor principal de visualização da realidade multicultural, que de outra forma permaneceria na sombra da nossa consciência.
Seremos capazes de aceitar o diferente? Até que ponto?
Seleccionei uma situação que decorreu numa sala de espera de um hospital, no qual um membro da comunidade cigana entrou na sala de urgência médica para ser observado, sem permanecer em tempo de espera, o que resultou numa revolta colectiva do povo não-cigano que esperava por uma consulta à horas, acusando a equipa médica e apontando, o medo da suposta agressividade cigana, como o motivo de tão breve atendimento.
Vamos analisar mais profundamente a situação: Na realidade, o que percepcionamos é uma aguerrida hostilidade para com a comunidade cigana, ou seja, um dos problemas que podem surgir perante a diversidade de culturas. Assinalar que a origem dessa suposta revolta e valentia traduz-se num visível complexo de superioridade, por parte da comunidade não-cigana, protegido e impulsionado pela estrutura hegemónica da sociedade na qual vivemos, mas também devido à pretensa ignorância. Sem outras representações, torna passível e fácil de edificar estereótipos de agressividade e violência à comunidade cigana, capaz de gerar um suposto medo à equipa médica no serviço de urgência.
Ironicamente foi o povo não-cigano aí presente, que se expressou de forma ofensiva e arbitrária.
Esta situação permite que analisemos uma situação de vários prismas, contudo, para isso, é necessário determos uma literacia bem desenvolvida, boa capacidade de argumentação crítica e flexibilidade/relatividade de pensamento.
A situação presenciada traz consigo, imerso no subconsciente colectivo, as mais importantes mensagens, apenas acessíveis a todos os que descodificarem a superficial mensagem aparente.
E você, que situações pertinentes, encontrou no seu quotidiano?

revê lá o português
Felicidades em toda a tua vida
Daniela,
Muitos parabéns!
Beijinhos