A taxa de emprego em Portugal anda estável de acordo com o relatório da OCDE, uma informação disponibilizada pelo site Observador que refere que o nosso país regista a segunda maior subida na taxa de emprego entre os países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico.
OCDE, um fórum onde os Governos podem comparar e trocar experiências, identificar boas práticas e promover decisões e recomendações
Uma governação democrática que segue os princípios da economia de mercado traduz as linhas com que se cose esta organização onde os Governos comparam e trocam experiências, identificam boas práticas e promovem decisões e recomendações. O diálogo, o consenso, o exame e pressão pelos pares são elementos centrais na actividade da OCDE – e daí a importância dos dados que fornece à economia.
Há, nesta organização a pretensão do aproveitamento pleno das vantagens da globalização, fazendo face aos desafios económicos, sociais e de governação que a acompanham e também por isso constitui ainda uma das mais extensas e credíveis fontes de dados estatísticos, económicos e sociais que possibilitam comparabilidade.
As bases de dados da OCDE abrangem áreas tão diversas como a das contas nacionais, indicadores económicos, comércio, emprego, migrações, educação, energia e saúde.
Desde a criação da OCDE, cujas raízes se encontram no Plano Marshall, a ajuda ao desenvolvimento para além das respectivas fronteiras constitui uma componente muito importante. Ademais, esta organização mantém parcerias activas não só com o sector empresarial e do mundo do trabalho mas também com a sociedade civil e parlamentar – primando pela partilha do conhecimento da economia.
No conjunto da OCDE a taxa de emprego, no segundo trimestre, manteve-se estável em 65,6% – apenas mais meio ponto percentual do que o registado para o mesmo período do ano passado
O que diz o relatório relativamente à taxa de emprego é que esta se mantém abaixo do conjunto da OCDE. No entanto Portugal registou o segundo maior aumento dos 34 Estados membros, com um aumento de 2,3 pontos percentuais do número de pessoas empregadas no segundo trimestre face ao ano anterior. No conjunto da OCDE a taxa de emprego, no segundo trimestre, manteve-se estável em 65,6% – apenas mais meio ponto percentual do que o registado para o mesmo período do ano passado.
O ano de referência apontado para a tendência que se quebra agora é 2008, antes da crise económica e financeira global. Quer isto dizer que a taxa de emprego está um ponto abaixo da que se registava nos 34 Estados membros da organização no segundo trimestre antes da crise.
Ao contrário da zona euro, que se manteve inalterada em 63,8% de pessoas empregadas no segundo trimestre de 2014, outros países registaram aumentos ligeiros do emprego – como é o caso do Reino Unido (com uma subida de 0,4 pontos percentuais), os Estados Unidos (+0,2) e o Japão (+0,2).
Refira-se ainda que comparativamente ao mesmo período de 2013 a taxa de emprego entre Abril e Junho aumentou em 25 países dos 34 que integram a OCDE, tendo obtido os maiores acréscimos na Hungria (+3,4), Portugal (+2,3), Nova Zelândia (+1,7) e Reino Unido (+1,6).


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