Nunca disse que não queria ter filhos. Contudo achava normal não ter filhos por opção. Achava que era isso mesmo: uma opção como qualquer outra. Isto, até ser mãe.
Escrevo este artigo a pensar nas que acreditam, como eu acreditava, que não ser mãe é um modo de vida. Assim o é. Mas incompleto. Não hajam dúvidas.
Quando nascem os filhos, descobre-se um admirável mundo novo. Ser mãe, torna-nos mais completas, mais perfeitas e saudavelmente interdependentes. Torna-nos mulheres melhores e, arrisco-me a dizer, melhores profissionais.
É um facto que as doenças dos filhos nos tomam tempo e energia, por outro lado as nossas próprias doenças, chegam a passar por nós quase sem tempo de se manifestarem. Também é indiscutível que os deveres da escola atrapalham as agendas superpreenchidas, por outro lado dotam-nos de uma eficácia inata fazendo com que cada minuto do nosso tempo valha a pena. Ao ser mãe simplificamos processos que anteriormente tínhamos tendência a complicar. Passamos a ver muito além do óbvio. Ficamos mais criativas e apuramos a nossa intuição… que sim, tem uma base científica! Ao ser mãe, a tão em voga multifuncionalidade desenvolve-se de forma natural e numa base diária. Nenhum curso intensivo conseguiria levar-nos a melhores resultados. André Caldeira, usou uma expressão que acho deliciosa “as mulheres têm uma parabólica multicanal”.
Muito se tem escrito sobre este assunto, muitas vezes a roçar a temática da “guerra dos sexos”. Não é nada disso que se pretende aqui. Pelo contrário. Ser mãe, não é uma questão só da mulher. Uma mulher mãe, é uma mulher que tem muito mais a dar a si, à família, ao empregador e à sociedade em geral.
Acima de tudo, a partir do momento que uma mulher decide ser mãe, existem medos que nunca mais vai conseguir bloquear. Mas isso torna-a de tal forma forte, de tal forma capaz e capacita-a de tanta energia que dessa altura em diante, terá acesso a sensações exclusivas a super-heróis.
Pois claro que existem momentos que entre trabalho, família, filhos, social e afins nos apetece hibernar e mudar para “off”. Mas essa é o verdadeiro desafio de ser mãe: não havendo botão de “on/off”, otimizamos todo o nosso, e imenso, potencial. E desistir – seja do que for – deixa quase sempre de ser uma opção.
Mia Couto com a sua célebre frase “Cada menino nascido, faz nascer uma mãe” descreveu de forma fantástica esta “acção de ser mãe“. Eu acrescento com a maior humildade: faz nascer uma nova mulher.
Por isso te digo – e obviamente que cada um vive o seu contexto – se estás na dúvida sobre é a altura certa: Pensa, mas não demais! Tens, provavelmente, muito mais a ganhar. E o teu mundo também.

Concordo com tudo…apesar de não ser mãe…não por opção (simplesmente a vida ainda não o consentiu). Mas sem duvida que ser Mãe é uma benção e uma alegria…com muito trabalho sim…mas tudo vale a pena quando se olha para o sorriso do nosso filho (repito nao tenho filhos…mas tenho sobrinhas que são como filhas para mim…)
obrigada Ines pelas tuas palavras. De uma coisa estou certa: as tuas sobrinhas devem ter uma tia fantástica!
Boa Noite,
Após hoje, terem sido decidas as vencedoras, lembrei-me pela 1ª vez em ver os assuntos dos “colegas”
Tive a ler o seu, e gostei.
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Deixei-lhe o meu website, caso queira aceder meu Blog.
Parabéns.
Obrigada Ana pelo teu feedback e parabéns a ti também pelo teu blog.
Palavras para quê?….Lindo!!!
esqueci-me de escrever no artigo que contra todos os estereotipos a mulher, tem uma capacidade bestial de enaltecer e motivar. Obrigada!