
O sistema de arrefecimento líquido foi considerado como uma das principais inovações do recente Samsung Galaxy S7, uma surpresa para os amantes das novas tecnologias no decorrer da apresentação do Mobile World Congress 2016. Como este novo exemplar possui mais 30.4% de potência de processamento e 63.9% extra de processamento gráfico GPU, em comparação com o S6, a marca coreana teve de recorrer a um sistema de arrefecimento líquido no seu interior. Mas será mesmo assim?
Porque o sistema de arrefecimento da Samsung Galaxy S7 não tem líquido?
Parece que este sistema de arrefecimento não conta com nenhum líquido. Quando apresentou o novo produto no congresso, a Samsung não entrou em detalhes, mas com o envio dos primeiros Galaxy S7 para os compradores, surgiram logo na Internet uns vídeos que apresentaram o interior do telemóvel.
Um desses vídeos foi publicado no canal JerryRigEverything do Youtube e explica como se desenvolve a desmontagem para reparações, além de descrever o sistema de arrefecimento líquido. De acordo com esse vídeo, não existe qualquer componente líquida: há apenas o modelo comum com o tubo dissipador de calor. Ou seja, trata-se do mesmo género de refrigeração que a Microsoft utilizou no Lumia 950 XL.
Quando chega ao tubo de arrefecimento do aparelho, o vídeo apresenta o seu interior e demonstra a inexistência de líquido. Sendo assim, o sistema da Samsung utiliza um grupo de vapor e de fios de cobre para que haja um aceleramento da dissipação do calor residual do aparelho.
Novo Galaxy S7 é fácil de montar e de desmontar
Perante a inexistência do líquido no interior do tubo, este sistema de arrefecimento deve manter o seu funcionamento, mesmo que tenha sido cortado. Basta voltar a vedá-lo através de um adesivo que frequentemente fica colocado sobre o tubo de calor. Logo, fica mais facilitada a reparação do Galaxy S7, se compararmos com um telemóvel que inclua um sistema de dissipação com líquidos.
O Sony Xperia Z5 Premium é um exemplo de um aparelho com mistura de água no seu interior, enquanto o sistema deste modelo da Samsung deveria ser somente designado de «arrefecimento via tubo de calor», tal como o autor do vídeo afirma. Porém, mesmo assim, o Galaxy S7 mantém temperaturas aceitáveis, inclusive numa utilização mais intensa.
Nesse vídeo, ainda ficou provado que é fácil montar e desmontar o Galaxy S7 quando é necessário efectuar algumas reparações. A capa de vidro traseira é a peça mais complicada de se retirar, sem que haja qualquer danificação. Pelo contrário, os elementos internos são mais fáceis de trocar, embora alguns sejam impossíveis de reparar. É o caso do botão home. Logo, torna-se necessário substituir completamente o ecrã.
Mesmo com tantas evidências, a Samsung ainda não explicou publicamente por que razão considera que o sistema de arrefecimento líquido faz parte do Samsung Galaxy S7.

DEIXE UM COMENTÁRIO