A sua pele impecável mostra os sinais da idade. Sabe o que fazer às rugas?
Pode utilizar as suas rugas como uma medalha. Nos tempos distantes da faculdade, aprendemos a reconhecer os sorrisos verdadeiros, procurando as pessoas que sorriem com os olhos. E ao fim de algumas lições conseguíamos encontrar entre várias pessoas, aquelas que alguns anos após a tomada das fotografias analisadas eram realmente felizes, e fiquem a saber: as mais felizes tinham rugas nos olhos. Eram pessoas com patinhas de galinha nos olhos e bigode chinês na boca. 
A felicidade pode ser por isso um caminho tão rápido para as rugas quanto a preocupação, e há homens e mulheres que que sabem fazer o melhor das suas rugas, exibindo-as com orgulho e elegância. Excepto que neste mundo competitivo e exigente, a percepção é tudo. As rugas acabam por simbolizar o nervosismo, preocupação, stresse e falta de saúde. Ostentá-las pode não ser a melhor opção, e por isso mesmo existe a dermocosmética.
Rugas: o que fazer?
A relação entre rugas e idade não é um mito, mas também não é linear. Se cuidarmos adequadamente da nossa pele com hidratação, protecção UV e uma boa noite de sono, a juventude do nosso rosto poderá durar bem para lá das expectativas das estatísticas. Por isso antes de embarcar em tratamentos caros, porque não prevenir-se?
Deixe para amanhã as rugas que podia ter hoje!
Mas se tem positiva e irrevogavelmente de as remover, evite a cirurgia. Os resultados podem ser permanentes, mas qualquer problema também o será. O caminho mais útil é optar por tratar as rugas com soluções temporárias que minimizem os riscos para a saúde: envelhecer graciosamente é a expressão-chave da actualidade.
Sobram então os diversos tratamentos não cirúrgicos, como os peelings ou a dermabrasão, mas ainda o preenchimento de rugas, eficaz e seguro, com o Polimetilmetacrilato a ser uma evolução fascinante, mas não isenta de riscos.
O que é o polimetilmetacrilato?
Se já procurou informações sobre tratamento de rugas (obviamente sim, caso contrário não estaria a ler estas linhas), já se deparou com todas as opções possíveis, a começar pelo milagroso ácido hialurónico e pelo mediático botox.
Mas hoje escrevo-vos sobre o polimetilmetacrilato (PMMA), tão-somente porque é uma possibilidade pouco falada, com procura crescente, e com riscos específicos.
Como o nome indica, estamos perante um plástico obtido pela polimerização do metil metacrilato, e com toda a certeza conhece-o por outros nomes: vidro acrílico, plexiglas, etc. Nesta fase deve estar a perguntar-se porque haveria alguém de colocar acrílicos na face, mas o polimetilmetacrilato é totalmente não-tóxico porque não é absorvido pelo corpo, propriedade que o torna uma opção astuta no combate às rugas.
Como preenchimento na forma de microesferas em suspensão gelatinosa, a sua presença no corpo desencadeia de imediato a acção dos glóbulos brancos (macrófagos) que tentam destruir as esferas por fagocitose (ingestão e digestão).
Incapazes de o fazer, envolvem as microesferas e fixam-nas definitivamente no local da injecção. Aí, transformam-se em algo análogo aos pilares e tirantes de uma ponte: a sua presença promove e orienta a formação novos tecidos (é bio-estimulante): os vasos sanguíneos desenvolvem-se, surgem novas fibras de colagénio e elastina, restaurando o volume e eliminando as rugas por por diversos anos.
Mas este pode não ser o tratamento indicado para si. Além de ser custoso, o seu carácter “permanente” obriga a critérios rigorosos de selecção dos pacientes elegíveis, pois os danos serão igualmente “permanentes”. Em particular, porque este material não é absorvido e eliminado pelo corpo, a necrose dos tecidos é sempre uma possibilidade se escolhermos um médico menos capaz. Portanto, se o seu dermatologista disser que não, pode ter a certeza que está a zelar pelo seu máximo interesse e médicos que apliquem PMMA indiscriminadamente não são de confiança.
Com toda a certeza, encontrará entre as opções clássicas de combate às rugas a opção mais segura e indicada para si.

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