Procrastinação. Uma palavra tão cara e até mesmo feia, que em épocas de exame ou de entrega de trabalhos se torna a maior inimiga de qualquer estudante.
O que é a “Procrastinação”?

Segundo a Wikipedia, procrastinação é o diferimento ou o adiar de uma acção. Muitas vezes resulta em stress, sensação de culpa, perda de produtividade e vergonha em relação aos outros, por não cumprir com a suas responsabilidades e compromissos. Embora a seja considerada normal, torna-se um problema quando impede o funcionamento normal das acções.
Por muito empenhado que um aluno seja, é impossível que não sofra, no mínimo ocasionalmente, deste mal que se agrava sobretudo quando se tratam daquelas disciplinas chatas que ninguém gosta. Nestas ocasiões até arrumar o quarto se torna uma opção mais aliciante que propriamente estudar…
O ritual de “Procrastinar”!
Ora, este ritual da procrastinação normalmente começa com um “ah e tal tenho de estudar”. Mas é rapidamente seguido por um “vou só ver se recebi algum e-mail importante”. E depois “Já agora vou ver o Facebook. Ainda tenho bastante tempo para estudar”. Passadas umas horas… “Bem, já está na hora de lanchar. Vou aproveitar e ver um bocadinho de televisão”. Até que quando nos damos conta, o dia acabou e não estudámos nada. Aquela pontinha de culpa começa a despontar, mas a atrevida da irresponsabilidade logo desculpa as nossas acções: “Não te preocupes. ainda faltam muitos dias para o exame”.
O exame (ou o prazo de entrega de um trabalho) começa a aproximar-se, e o stress começa a crescer, inflacionado pela culpa: “Devia ter estudado mais. Não devia ter adiado tanto tempo”. O resultado? Bem, todos os que já foram “apanhados” pela súbita preguiça conhecem-no bem. O pânico crescente, o “Ai que não sei fazer isto”, um exame que corre mal, um trabalho que fica feito em cima do joelho, traduzem-se em notas abaixo do nosso verdadeiro potencial. E então perguntamo-nos “Procrastinação, porque não me deixaste em paz?!”.

A resposta à procrastinação seria que o nosso auto-controlo e a nossa força de vontade não foram fortes o suficiente para nos focarmos naquilo que realmente interessava. Juntamente com o facto de que a falta de planeamento e de gestão do nosso tempo foram no mínimo desastrosos – é verdade que durante 12h (subtraindo às habituais 8 horas de sono e 4 horas para refeições e assim) podemos fazer de tudo um pouco, desde descansar, estudar, passear, namorar, ler, a ver televisão, ou até simplesmente nada, se nos soubermos organizar.
No entanto, deixo-vos com este pensamento: Heróis são aqueles que não sucumbem à teia da procrastinação!

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