A poluição química continua a fazer correr os rios da Europa – e rios de tinta na imprensa também, como refere o site Jornal i. Terão sido estudados quatro mil locais, entre rios e outros cursos de água da Europa, ameaçados pela poluição química. Os resultados desta investigação foram divulgados nos Anais da Academia Norte-americana de Ciências (PNAS).
Poluição química com fartura em mais de metade dos rios e cursos de água da Europa do século vinte e um: que vergonha!
Nos imensos locais estudados, rios e cursos de água, os investigadores detectaram poluição química através de 223 substâncias nocivas encontradas: pesticidas e outras substâncias industriais navegam e mancham os rios da Europa Continental.
A investigação realizada foi baseada na análise de dados dos serviços governamentais de acompanhamento das linhas de água, provenientes de quatro mil locais na União Europeia, trazendo a lume os riscos que a poluição química nas águas comporta.
“A maioria dos cursos de água está ecologicamente afectada ou ameaçada por uma grande perda de biodiversidade”, alertaram os autores da investigação, por intermédio de Egina Malaj, do Centre Helmholtz de investigação ambiental, em Leipzig, na Alemanha.
A juntar à poluição química dos rios, uma mancha de microplásticos designada de sétimo continente
Imaginemos duas Franças juntas na terra. Agora pensemos que é essa a dimensão de microplásticos que sobrevivem no Atlântico Norte na era moderna da humanidade descobertos por uma expedição científica francesa. Um continente de plástico junta-se, assim, aos rios de poluição química na Europa – uma parelha de nojo.
A expedição teve a duração de três semanas ao longo do Atlântico Norte, e terá começado no início de Maio, a partir da ilha francesa da Martinica, num catamarã de 18 metros dirigido em precisão às zonas com fortes concentrações de plástico.
Os resíduos mais abundantes no sétimo continente, o de microplásticos, referem-se a materiais volumosos: garrafas e bidões em quantidade suficiente para encher um barco em um dia. No outro lado da barricada, e sem ser à superfície, estão os microplásticos cuja dimensão pode ir da de uma unha à de minipartículas apenas visíveis no microscópio apenas possíveis de recolher com a ajuda de uma rede especial para medir a sua concentração na água.
“Apanhei amostras de plástico, de água do mar, de algas, que vou analisar agora” referiu Alexandra Ter Halle, química no Centro Nacional de Investigação Científica (CNRS), que integrou a equipa de nove pessoas a bordo da expedição.
Dizem os investigadores serem milhões as toneladas de resíduos provenientes das costas e dos rios que flutuam em todos os oceanos, nos cinco principais giros, o sistema de rotação de correntes oceânicas que arrasta os detritos para o centro.
Vale a pena pensar nisto, não vale?

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