
O peso do segmento dos clientes mais rentáveis.
A importância de determinado segmento de mercado está directamente relacionado com os objectivos traçados para cada destino. Num destino assumidamente massificado, provavelmente esta questão não se colocará de forma tão evidente, uma vez que a aceitação dos turistas se torna pouco ou nada selectiva. Os rendimentos obtidos pelos gastos de turistas num destino de massas, vale essencialmente pela quantidade de turistas e não pela qualidade ou capacidade aquisitiva destes. Por tal facto também a qualidade da oferta será inevitavelmente mais baixa ou menos cuidada. Relativamente a consumidores com maior poder de compra, os destinos terão forçosamente características diferentes, quer do ponto de vista da oferta, quer do ponto de vista da sua organização interna.
Cativar o cliente mais rentável será a aspiração de grande parte dos destinos não massificados. A oferta será mais direccionada para a qualidade e não para a quantidade. Vários autores defendem um conceito de destinos qualificados e sustentáveis, cujas estratégias turísticas permitam salvaguardar o património material, imaterial e ambiental, garantindo simultaneamente a equidade social dos seus “nativos”. Esta linha de pensamento, enquadra-se num tipo de destino turístico selectivo na forma de se promover, uma vez que pretende atingir apenas um público-alvo muito específico e de grande poder económico. A ideia é conseguir com estas receitas garantir desenvolvimento económico e paralelamente suavizar determinados impactos negativos que o turista na sua passagem vai gerando no próprio destino. Está implícita uma abordagem de custo benefício.
O ciclo de vida dos destinos, as características da fase da maturidade e as estratégias aconselhadas.

Butler (1980)
É admissível que todas as fases do ciclo de vida dos destinos têm uma importância relativa. O planeamento estratégico é uma disciplina que está, ou deverá estar, directamente focada no desenvolvimento. Não apenas relativa a uma fase especifica do ciclo de vida do destino, mas antes de mais, fazendo parte de objectivos mais amplos. Referindo concretamente a fase de maturidade, acredita-se que na maioria dos casos poderá marcar a diferença entre o sucesso da consolidação e o seu declínio.
A estratégia passa essencialmente por um actuação proactiva de acompanhamento e controlo permanente da sua evolução. Uma actuação enérgica perante determinados sinais de saturação ou perda de protagonismo, poderá contribuir para manter a sua posição no mercado ou eventualmente incrementar a sua notoriedade. Considera-se estrategicamente importante proceder à sua reinvenção, nem que para tal, seja necessário alterar a oferta, ou, em casos mais críticos, (ex. decadência de destinos no sul de Espanha) reconvertê-lo em parte ou na totalidade. Pode entender-se que a maturidade não significa estagnação.
O destino pode atingir um patamar de alguma estabilidade durante o seu ciclo de vida, mas, não deverá em circunstância alguma considerar que o trabalho está feito e que apenas resta colher os frutos. Num mercado turístico cada vez mais global e competitivo a menor distracção ou comodismo poderá significar o declínio ou eventualmente em casos extremos o próprio desaparecimento.

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