A inteligência emocional é essencial no que às relações diz respeito. O presidente de uma empresa norte-americana, que se dedica a este tema tão constante nas nossas vidas, publicou um artigo na rede LinkedIn no qual identifica vários comportamentos que as pessoas de maior sucesso evitam, ou devem evitar, a todo a custo.
O sucesso (também) depende da gestão das emoções: a inteligência emocional
Travis Bradberry é presidente de uma empresa que se dedica à inteligência emocional, a capacidade de gerir as emoções e manter a calma perante a pressão – e o quanto a gestão das emoções é fundamental para alcançar o sucesso.
Após a análise de mais de um milhão de pessoas o cofundador da TalentSmart, e autor de um best seller sobre o tema, terá chegado à conclusão de que a inteligência emocional está diretamente ligada ao sucesso.
Daí até escrever um artigo publicado da rede de ligações profissionais LinkedIn foi um instante e o especialista identificou nove características comportamentais das pessoas emocionalmente inteligentes.
Não viver no passado é a condição imprescindível para se caminhar em frente por conta de os fracassos poderem destruir a autoconfiança e impedir-nos de sermos bem sucedidos no futuro. “As pessoas emocionalmente inteligentes sabem que o sucesso reside na sua capacidade de ultrapassar o fracasso, e não podem fazer isso ao viverem no passado”, refere Bradberry.
É importante as pessoas acreditem que nada se consegue sem riscos e esforços, acreditando sempre nas suas capacidades de vencer não obstante os fracassos já vividos.
O refúgio nos problemas constitui um obstáculo ao sucesso. Para este especialista em inteligência emocional é o foco da atenção que determina o estado emocional, querendo isto dizer que quando nos fixamos em um problema as emoções são necessariamente negativas e stressantes. Obviamente que emoções negativas desencadeiam desempenhos negativos. A solução passa pela focalização na resolução dos problemas e não nos problemas em si.
Perfeição, negatividade, sins incondicionais, influências, vingança, rancor e desistência: Não!
No estudo levado a cabo pelo especialista as pessoas bem sucedidas, por saberem que não existe, não procuravam a perfeição. “Quando a perfeição é o objectivo, a pessoa sentirá sempre a sensação de fracasso, gasta o seu tempo a lamentar o que deixou de fazer e o que poderia ter feito de forma diferente, em vez de apreciar o que era capaz de alcançar”, afirma Bradberry.
Estar rodeado de pessoas que estão constantemente a queixar-se dos seus problemas e que são negativas constitui um perigo para o sucesso, uma espécie de negatividade em cadeia; Pessoas assim não se preocupam com soluções e para se sentirem melhor precisam de uma espécie de solidariedade negativa. A melhor forma de usar a inteligência nestes casos será perceber que “há uma linha que separa emprestar um ouvido simpático e ser sugado para dentro de uma espiral emocional negativa”, diz Bradberry.
O grito do não é absolutamente essencial: “Dizer não é realmente um grande desafio para a maioria das pessoas”, admite o especialista. As pessoas bem sucedidas fazem-no sem rodeios, e de forma directa, já que – tal como os resultados da investigação concluíram – a dificuldade em dizer não está relacionada com o stress e com a depressão. Dizer não significa assumir os compromissos e defender o que se quer, ou seja, permite alcançar o sucesso.
A inteligência emocional exige que nada nem ninguém destrua o nosso bem estar – quer seja com opiniões destrutivas ou com sentimentos mesquinhos. Porque a nossa auto-estima chega primeiro…
A investigação é igualmente conclusiva relativamente ao perdão: a inteligência emocional também é sinónimo de perdão – o que não quer dizer esquecimento. As pessoas que perdoam simplesmente passam à frente e não ficam a amargar. Pelo contrário, pensam sempre que o melhor está ainda por vir e sem qualquer tipo de rancor.
Em boa verdade, guardar rancor é uma resposta ao stress. Pesquisadores da Universidade de Emory mostraram que o stress contribui para o aumento da pressão arterial e para a predisposição a doenças cardíacas. Quando o rancor fica guardado, também o stress o fica. A inteligência emocional passa, então, pela aprendizagem da libertação do rancor.

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