Desemprego e falências são as consequências directas do previsível aumento do salário mínimo, de acordo com a associação têxtil ANIVEC – informação recolhida no site Expresso.
Dá-se mais dinheiro ao povo e os patrões vão à falência e antes disso efectuam despedimentos em massa. É isso que isto quer dizer, não é?
São precisas contrapartidas para que a subida do salário mínimo nacional possa acontecer com tranquilidade: sem provocar desemprego e falências
A associação têxtil ANIVEC defende contrapartidas para as empresas de vestuário e confecções fazerem face ao previsível aumento do salário mínimo – já que para esta entidade o actual salário mínimo nacional “representa um valor demasiado elevado no cálculo dos custos” das empresas do sector. Isto quer dizer que os valores mínimos, e miseráveis, legais pagam todas as despesas inerentes ao viver, não quer? E que qualquer valor acima disso é um luxo, certo?
O que refere a ANIVEC é que o aumento do salário mínimo “só pode acontecer se for antecedido de alterações conjunturais que permitam às empresas fazer face aos custos decorrentes da medida”. Isto pressupõe que o valor do trabalho em Portugal está completamente depreciado e que depende de incentivos, não é?
A associação empresarial sugere uma intervenção na TSU (Taxa Social Única) ou, então, a celebração de acordos que compensem as empresas na exacta medida do aumento de custos com a massa salarial. Serão estas “condições indispensáveis” para a indústria suportar os aumentos salariais a curto e médio prazo.
A cada actividade económica, uma medida que se ajuste à competitividade realista
Considerando que o aumento do salário mínimo “só seria aceitável num contexto de uma política de competitividade realista e nunca poderá verificar-se em todas as actividades económicas, sem adequadas contrapartidas”, a associação têxtil argumenta que “um aumento gravoso do desemprego e de falências num sector fundamental da economia portuguesa” será inevitável.
As “pressões eleitorais cada vez maiores sobre o Governo”, diz a ANIVEC, e “o valor de 485 euros é comparado de forma despreocupada e defeituosa com o salário mínimo existente noutros países”. O alerta vem no sentido de que nos custos salariais suportados pelas empresas “deve ser considerado os 14 ordenados anuais pagos, a taxa de 23,75% para a Segurança Social dos trabalhadores, o subsídio de alimentação, os dois meios-dias de faltas justificadas por mês, os 20 minutos diários de pausa e os feriados existentes no calendário”.
Em um ciclo vicioso é onde os portugueses estão a viver: o governo só faz porcaria, o desemprego e as falências agravam-se. Depois, em época pré-eleitoral, as promessas passam por aumentar o salário mínimo nacional e as entidades patronais revoltam-se porque já acham que o valor é mais do que suficiente para o povo trabalhar. Mas quando é que este ciclo de podridão acaba?


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