O saneamento básico é um dos grandes inibidores da malária nos bairros periféricos e nas comunidades rurais em Angola. Esta é uma informação do site Angop que enfatiza as preocupações da directora do hospital geral do Bié, Mariana Fernandes.
Refira-se que a malária continua a ser a maior causa de mortes nas unidades sanitárias. Este ano, entre Janeiro e Abril, foram notificados cento e sete mil e 420 novos casos de malária, com 261 óbitos, em diversas unidades sanitárias da província do Bié.
A redução da malária em Angola passa necessariamente pela melhoria da qualidade do saneamento básico
Em Angola em geral e em alguns bairros do Cuito em particular assiste-se lamentavelmente a um défice no saneamento básico. O alerta chega-nos da responsável do hospital geral do Bié, Mariana Fernandes, que refere ser absolutamente necessário que as populações levem a cabo campanhas de limpeza nas ruas (recolha e tratamento do lixo), e mantenha os quintais limpos.
Outras medidas adjacentes ao saneamento básico passam também pelo uso de mosqueiros, a pulverização, pelo manter as janelas e as portas fechadas no período nocturno, o cumprimento das medidas higiénicas nos lares: tudo isto poderá ajudar a reduzir os casos de malária no seio das famílias em conjunto com o projecto de luta contra a malária da Unicef, dos médicos cubanos e da sociedade civil.
Uma infecção sanguínea que é transmitida por um mosquito: eis a malária
Conhecida também como paludismo, esta é uma infecção dos glóbulos vermelhos. A sua transmissão faz-se essencialmente através da picada do mosquito anopheles fêmea infectado – e daí a suma importância do saneamento básico. Existem cinco espécies de parasitas que podem infectar os humanos e o seu ciclo de vida começa quando um mosquito fêmea pica um indivíduo infectado.
São cerca de 300 milhões as pessoas afectadas no mundo anualmente por transmissão da malária – o que piora substancialmente com a falta de saneamento básico. Em países africanos sabe-se que o número de mortes ronda os 1,5 milhões. No entanto, para além da picada do mosquito esta doença pode transmitir-se através de uma transfusão de sangue contaminado ou por uma seringa previamente utilizada numa pessoa infectada.
No que diz respeito aos sintomas estes dão-se a mostrar entre sete a 35 dias depois da picada do mosquito. Começa-se por sentir febre ligeira e intermitente, dor de cabeça e dor muscular, calafrios e um mal-estar geral: cuidado para não ser confundida com gripe. Apatia, dores de cabeça periódicas, falta de apetite, fadiga e ataques de calafrios e febre são os que se vão seguindo.


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