De acordo com dados do Estudo de Atratividade de África (2014), noticiados pela RTP, Angola é o quarto maior destino de investimento estrangeiro em África. Estas conclusões não são surpresa, resultado das notícias constantes que nos relatam o potencial de crescimento deste e de outros países africanos, bem como o número de pessoas que todas as semanas trocam a sua terra natal por estes destinos. No entanto, esta “coragem emigratória” que parece ser suficientemente forte para levar a procurar novas oportunidades em terras africanas, nem sempre se revela nos momentos de lazer.
Afinal, chegado o momento de pensar em destinos de férias, são ainda muitas as pessoas que duvidam da segurança que podem encontrar em países longínquos, levando-as muitas vezes a não equacionar a possibilidade de experiências mais aventureiras e inesquecíveis, como as expedições que tão bem caracterizam outros continentes. Se ainda não decidiu as suas férias e gostava de viver uns dias memoráveis num destino mítico, fique com esta boa notícia: as expedições, quando organizadas por empresas credenciadas e experientes, não só são muito seguras como verdadeiramente viciantes.
Em que consiste uma expedição?
Uma expedição não é mais que uma viagem que pretende visitar a fundo determinados locais ou zonas, permitindo aos viajantes conhecer pormenorizadamente alguns detalhes da vida local. Normalmente, as expedições são consideradas experiências mais radicais, por serem caracterizadas por uma dose de aventura que as restantes viagens não costumam oferecer.
Do mesmo modo, e tirando raras excepções, as expedições não envolvem estadias constantes em hotéis de total luxo, na medida em que, consoante o destino e o programa, pode até ser necessário pernoitar numa tenda, no meio de um deserto ou de uma floresta. No fundo, o objetivo é que o viajante se sinta um nómada que, em determinados momentos, se transforma num verdadeiro explorador ou até “ranger”.
As expedições podem, assim, ser consideradas como um desafio. Realizadas normalmente em grupos, o objetivo é viver umas férias literalmente partilhadas, em que o espírito de equipa é essencial para a superação de cada étapa. Ao visitar cada local definido, os viajantes são convidados a conhecer a cultura e os hábitos locais, bem como a, muitas vezes, viver como verdadeiros nativos. Cozinhar numa fogueira feita com pedaços de madeira apanhados no local, pescar o peixe que servirá de refeição ou montar uma tenda feita com aquilo que a natureza proporciona podem ser desafios a vencer por todos.
No fundo, uma expedição não é simplesmente uma viagem, mas antes uma experiência única: a de ter a possibilidade de, em apenas alguns dias, viver como um verdadeiro “sem terra”, descobrindo as enormes capacidades e polivalências do ser humano e conhecendo locais que, nma viagem tradicional, nunca seriam verdadeiramente conhecidos e desvendados.
As expedições são aconselhadas a famílias com crianças?
A resposta é ambígua: depende da idade das crianças e depende do circuito a realizar. Existem diversas expedições cujo programa está desenhado precisamente para famílias com crianças pequenas, garantindo a máxima segurança e todas as condições de que elas necessitam. No entanto, existem outras cujo radicalismo é demasiado elevado para crianças com menos de 12 anos. Afinal, não seria adequado ter uma criança pequena a escalar montanhas ou a atravessar rios de gelo em pequenos barcos de madeira. Tudo depende, realmente, do destino e do programa considerado.
Para quem pretende levar a família para uma aventura destas, recomenda-se então que consulte os diversos programas de expedições existentes. Existem, por exemplo, diversas expedições realizadas no continente europeu e até no africano que são perfeitamente adequadas a famílias. Aqueles que contemplam crianças, garantem que, apesar de pensarem também nos mais novos, não perdem nunca o objetivo principal: diversão, aventura e radicalismo (moderados, claro). E quem já fez uma expedição com crianças garante ter-se tratado de uma experiência inesquecível – para miúdos e graúdos.

DEIXE UM COMENTÁRIO