O dicionário define expedição como uma “viagem de exploração a uma região distante”(Infopédia). Embora não seja obrigatório, as grandes viagens das nossas vidas são geralmente precedidas por períodos de descoberta e reflexão, imaginação à solta e acumulação de expetativas sobre o que haverá “do outro lado”.
Um das ideias que sempre me suscitou um grande entusiasmo é das expedições ao hemisfério sul: ver as neves perenes do Monte Kilimanjaro, visitar as extremidades do mundo; há um apelo muito real em querer ver como o mundo ele é…às avessas, ou down under.
Expedições na peugada de Magalhães
Quando sinto o bichinho das expedições a ocupar-me os pensamentos, penso sempre que não vale a pena sucumbir a complexos de culpa: Fernão de Magalhães também sofria da mesma obsessão, num tempo em que as viagens estavam a anos-luz de serem tão fáceis como são hoje. É a ele que devemos a descoberta do Estreito de Magalhães, entre a Argentina e a Antártida, que marca a passagem do Oceano Atlântico para o Pacífico. Adoro lugares de fronteira e este está definitivamente na minha lista! Mas ainda há muito mais a explorar no Hemisfério Sul…
Antártida, o continente silencioso
Remota, inacessível, inóspita: qualquer expedição à Antártida não se livra do epíteto de viagem até ao fim do mundo. A possibilidade de confronto com os limites do mundo traz à mente imagens imponentes de desertos brancos e gelados, que não foram facilmente conquistados. A história das expedições à Antártida está repleta de viagens com um final não propriamente feliz, mas também é uma narrativa de perseverança e de um esforço constante para ultrapassar aqueles que pensávamos ser os nossos limites.
Tão longínquo é este continente imenso, que só foi avistado por olhos humanos pela primeira vez durante o século XIX. Tão agrestes são as suas paragens, que só em 1911, após inúmeras expedições enviadas por 10 países diferentes é que foi possível ao explorador Roald Amundsen atingir o Pólo Sul geográfico, o ponto mais meridional do planeta Terra.
Hoje em dia, a Antártida está finalmente a deixar de ser território reservado a exploradores e começa a desvendar os segredos dos seus gelos eternos a viajantes de todo o mundo. Há cruzeiros, expedições aéreas, canoagem, observação da vida selvagem…inúmeros ângulos possíveis para explorar o Pólo Sul.
Esta viagem, por mais apetecível que seja, continua no entanto a não estar ao alcance de todos: os números de viajantes que participam em cada expedição têm de ser cuidadosamente controlados para assegurar a segurança de todos.

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