Colher água residual, em uma amostra, é uma operação delicada e que requer o maior dos cuidados por condicionar os resultados analíticos e, posteriormente, a sua interpretação. Garantidamente: não há um bom resultado sem uma boa amostra.
Técnicas de amostragem adequadas
É fundamental desenvolver e adoptar técnicas de amostragem adequadas que garantam que a amostra colhida é representativa da água residual a ser analisada e que durante a colheita, assim como no transporte para o laboratório, não ocorrem alterações significativas de qualidade.
Assume-se extremamente importante haver procedimentos correctos de amostragem, e de conservação, por forma a não ocorrerem perdas significativas de alguns elementos.
Precaução
Na selecção das estações de amostragem para colheita de água residual devem levar-se em consideração os seguintes factores:
- o caudal deve ser conhecido ou com possibilidade de ser medido;
- quando está já instalado um posto de medição de caudal é conveniente estabelecer-se nesse local uma estação de amostragem;
- os locais devem ser de fácil acesso e em condições de segurança;
- a massa líquida deve apresentar uma composição homogénea;
Técnicas de amostragem
A técnica utilizada para a colheita de uma amostra de água residual deve garantir que seja representativa, que tenha um volume suficiente para permitir a repetição dos ensaios sempre que necessário e não seja alterada relativamente aos constituintes que vão ser depois objecto de análise. As amostras colhidas manualmente possuem as características da água no momento da colheita e este procedimento pode ser adoptado se se pretender uma amostra pontual. Se não é este o caso, e há pretensão de se obterem amostras em intervalos curtos, de hora a hora ou de duas em duas horas, por exemplo, a amostra manual apenas se justifica em situações especiais e nunca em operações de rotina.
Como colher?
Existe uma variada gama de equipamentos para colheita automática de amostras, que podem ser programados para intervalos regulares ou continuamente – em recipientes individuais ou em um único recipiente – quando se pretende um amostra composta de água residual.
Quando colher pontualmente?
Recomenda-se a colheita de amostras pontuais quando:
- as características do efluente são relativamente constantes;
- uma amostra composta mascara características externas como acontece muitas vezes, por exemplo, com o pH;
- se pretende determinar parâmetros cujo valor pode alterar-se ao proceder à composição da amostra.
A composição destas amostras oferece a vantagem de minimizar o número de análises a efectuar, proporcionando grande economia de trabalho laboratorial e permitindo assim a determinação de um maior número de parâmetros.
A frequência de amostragem,
depende do caudal e da variabilidade das características da água residual – tendo em conta o tipo de tratamento previsto ou os efeitos admissíveis sobre o meio receptor. Quando não se dispõe da informação acerca da gama esperada das variações de caudal e das concentrações, deve fixar-se como frequências de amostragem uma amostra por hora. Quando os resultados preliminares indicam uma pequena variabilidade, é sinal de que as amostras podem ser colhidas com intervalos de tempo superiores: duas, quatro, oito, dezasseis ou vinte e quatro horas.
Importante, muito, é sempre também a escolha de quem vai colher e analisar a amostra.

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