A água é um bem essencial à nossa sobrevivência e sem o qual não existiria vida. O nosso planeta é, maioritariamente, constituído por água, por isso, quando cientistas norte-americanos foram ao espaço conseguiram visualizar o planeta terra como sendo uma longa mancha azul.
Apesar de, aparentemente, a água existir em abundância, apenas três a quatro por cento é potável e própria para consumo humano. A restante é água salgada.
Nas nossas casas existem sistemas de esgotos e saneamento básico, que permite abrir uma torneira o obter este líquido já tratado e próprio para ser consumido. Mas se lhe disser que ainda existem muitos portugueses sem água potável nas suas habitações? Esta é uma cruel realidade, mas famílias inteiras ainda não tem acesso ao saneamento básico e muitas delas não possuem uma casa de banho nas suas habitações.
Como sobreviver sem o saneamento básico?
A falta de água própria para consumo humano representa uma ameaça para a saúde pública e é um problema que deve ser resolvido o mais rapidamente possível.
Este problema regista-se, sobretudo, em aldeias isoladas no interior de Portugal ou nos chamados bairros sociais, que nasceram e se multiplicaram às portas de grandes cidades, como Lisboa ou Porto.
É comum vermos reportagens de aldeias completamente isoladas no Portugal de hoje, onde apenas vivem três ou quatro pessoas, sem as mínimas condições.
Falta-lhe água própria para consumo humano, falta-lhe uma casa de banho e foi-lhe tirada a dignidade como seres humanos, ao negarem-lhe condições básicas de sobrevivência.
Mesmo com todos estes problemas, os cidadãos nacionais que vivem sem a mínima dignidade conseguem sobreviver e enfrentar as adversidades da vida. Com diferenciados poços na região, deslocam-se até aos mesmo com baldes e cântaros, de onde retiram água para consumirem e para fazerem a sua higiene. Mas não era assim há cinquenta anos atrás? Nos montes e aldeias de antigamente o processo era exatamente o mesmo, mas estas aldeias ficaram paradas e esquecidas no tempo.
Água potável como direito humano
A UNESCO reconheceu o acesso à água potável como um direito humano que deve estar ao dispor de todos os cidadãos, mas como já verificámos, nem sempre isso é possível. Então estão a negar a essas pessoas o direito de viverem com dignidade? A verdade é que apesar de todas as medidas que o Governo anuncia para acabar com a inexistência de água canalizada e melhorar a vida de quem vive isolado, as mesmas não têm sortido o efeito desejado.
Segundo os censos que o Instituto Nacional de Estatística realizou, em 2011, mais de 23 mil habitações portuguesas continuam sem água canalizada. Os maiores problemas registaram-se no Algarve, Alentejo e no Norte do país, totalizando mais de 79 mil habitações sem casas de banho ou sistemas de duche.
Água: um bem essencial com os dias contados
Portugal e Espanha são os dois países mais afetados pelo aquecimento global. A água que hoje falta a um número reduzido de habitações, no contexto nacional, pode ser escassa para todos nós num futuro próximo.
As Nações Unidas emitiram um alerta para se poupar a água ao máximo, porque apesar da falta de água já ser uma realidade, estudos apontam que no ano de 2025 Portugal e Espanha vão ficar sem água potável. O que fazer para reverter esta situação?
É necessário mudar de atitude, pensar no amanhã para viver o hoje, senão corremos o risco de esse amanhã não existir. Pensar antes de agir, pensar no planeta, pensar nas consequências das nossas atitudes e pensar que se não mudarmos, o que temos certo pode vir a tornar-se incerto.

DEIXE UM COMENTÁRIO