Estigmas e preconceitos no mercado de trabalho

Em pleno século XXI, a sociedade ainda não está consciencializada para a aceitação de pessoas com deficiências físicas e limitações de ordem neurológica, sabendo que em pleno ano 2013, as pessoas e as entidades empregadoras olham para as pessoas com esses tipos de limitações, como um entrave para a inserção no mercado de trabalho e achando que são pessoas “inúteis ou incapazes de desempenhar uma profissão adequada às suas limitações”.
O estigma e o preconceito são duas das palavras que as pessoas ditas “normais”, não conseguem erradicar das suas mentes, em vez de fazerem algo para a aceitação, compreensão deste tipo de casos, ajudando a nível social a integração no seu “círculo” de amizades, apoiando e não pondo de parte as mesmas, muitas das vezes simplesmente por serem “diferentes”.
Falta de informação das entidades empregadoras e pessoas em geral
O que torna esta situação injusta é a falta de informação que as pessoas têm, devido pelo menos a dois factores, primeiro, por simples desinteresse ou não saberem onde se podem e devem informar devidamente, sabendo as vantagens de empregar pessoas com as ditas limitações que, se bem informados estivessem (as entidades empregadoras), creio que estariam mais receptivos a integrar nos seus quadros esses possíveis colaboradores, claro que adequando as suas funções às suas limitações.
A sociedade está continuamente e constantemente a julgar e a avaliar tudo e todos, sejam pessoas com ou sem problemas, mas quem é mais prejudicado nessa dita avaliação são os cidadãos mais “fracos”, vulneráveis e com menos capacidades de enfrentar a constante exigência do mundo actual. Uma das situações que levam às entidades empregadoras e as pessoas em geral não estar informadas sobre os problemas da minoria que padece dos mesmos, é que, parte da sociedade pensa que as coisas “más” só acontecem aos outros, o grande mal, para quem pensa dessa forma é que também pode a qualquer altura na sua vida vir a padecer de algo que impossibilite de levar a vida como a tinha até à altura em que situação física ou mental mudou. A partir da altura em que isso acontece a pessoa vê-se na necessidade de se habituar à sua nova realidade, e de certa forma acaba por compreender como as outras pessoas se sentem (as que tem limitações).
Para concluir, as entidades empregadoras e todos nós, devemos compreender, aprender a lidar, dar oportunidade às pessoas para mostrar que podem ser úteis, porque podemos ter a infelicidade de ficar na situação delas e ai, já estão informadas e saberão fazer a aceitação da nova realidade.

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