Se Pedro Passos Coelho lesse Crosby a (sua)política era outra coisa
Falemos de política…
Pedro Passos Coelho, a esta altura, no Governo, ao invés de se insurgir contra aquele que foi, em início de mandato, um dos seus três melhores amigos, estaria a rejubilar-se de contentamento pela (sua) excelência.
Um dos tesouros que Crosby nos deixou para ser usado na gestão em particular, e em qualquer assunto em geral, inclusive na governação de Pedro Passos Coelho antes de ser um valente desgoverno, chama-se matriz de maturidade e foi criada com o objectivo de o progresso ser possível de ser avaliado e apreciado.
(Sim, eu sei, no governo de Pedro Passos Coelho parece missão impossível. Até dá vontade de convocar uma assembleia contra o activismo manhoso).
Mas poderia não ter sido missão impossível. Ora leia:
Através da matriz de maturidade Crosby estabelece cinco estádios para o progresso global de uma organização. São eles a incerteza, o despertar, o esclarecimento, a sabedoria e, finalmente, a certeza – que permitem avaliar várias categorias de actividades, tais como, compreensão e atitude da gerência com relação à Qualidade, o “status” da Qualidade na organização;o tratamento de problemas;o custo da qualidade em relação às vendas, etc.
Tivesse Pedro Passos Coelho sustentado a sua política de governação nesta matriz – e estaria apto ao progresso, à chamada melhoria contínua do país, como se quer, através da implementação de catorze fundamentos:
1. Empenho da Direcção (Está mesmo a ser tido em conta, neste governo, o desempenho – e responsabilidade – de cada ministro no cenário da política?);
2. Equipa de Melhoria da Qualidade (Ora aqui está o espelho do que seria termos um conjunto de ministérios eficientes em assembleia);
3. Medição da Qualidade (É precisamente a monitorização que detecta falhas, por um lado, e projecta de forma clara os resultados, transparência, um dos segredos para a eficiência e eficácia da governação. E aqui, sim, Pedro Passos Coelho, é exigida austeridade no cumprimento da garantia de qualidade na política);
4. Avaliação dos Custos da qualidade (Ora reconhecer que o rumo das políticas introduzidas, por dentro da sua política, está orientado para o fracasso não seria uma boa forma da governação de Pedro Passos Coelho entrar no caminho da (sua) excelência?);
5. Conhecimento da Qualidade (Só o envolvimento de todos possibilita o desenvolvimento de uma atitude positiva para com a qualidade. A comunicação é essencial, Senhor Primeiro-ministro Pedro Passos Coelho. Por onde tem andado, a não ser nas ruas do bombardeamento ao anterior governante?);
6. Acções Correctivas. As soluções surgem de uma discussão aberta e activa dos problemas. (Discussão aberta? Só se for à entrada do Palácio de Belém, onde Pedro Passos Coelho e Aníbal Cavaco Silva tomam medidas de resolução que passam, única e exclusivamente, pela política de manutenção do poder e do sectarismo da direita);
Já está cansado de ouvir falar em falta de política? Ainda só vamos a meio
7. Comité ad hoc para o programa de zero defeitos (Como pode um governo, o de Pedro Passos Coelho, ter um plano zero defeitos de governação, e de política, quando aposta repetida e constantemente, peças defeituosas, em recursos humanos com históricos manchados na vida social e comunitária do país?);
8. Treino dos Supervisores (Será possível, Pedro Passos Coelho, com tanto entra e sai de ministros, inconstância pela incompetência, a este governo criar uma mensagem de qualidade que transmita qualidade e resulte em qualidade?);
9. Dia dos “Zero Defeitos” (Zero defeitos será aquele momento privado, na vida de Pedro Passos Coelho, quando se olha ao espelho da casa de banho da sua suite);
10. Estabelecimento de objectivos (Os objectivos progressistas que este governo tem traçado na sua política são plenamente ambiciosos e, por isso, exequíveis e concretizáveis talvez a mais de 3650 dias. Palavra de Pedro Passos Coelho);
11. Eliminar as causas de erro (Quando um país se governa por decisores externos e se estrutura em um corpo de ministros que tem vindo a revelar-se um erro ininterrupto, causas é aquela palavra interdita ao próprio erro. Certo, Pedro Passos Coelho?);
12. Reconhecimento (Pedro Passos Coelho premeia os seus ministros, pela confiança e estímulo, na prossecução dos seus objectivos fracassados na sua política);
13. Conselhos da Qualidade (Sem progressos, já se sabe, não existe qualidade – nem reuniões e assembleia, que valham o tempo);
14. Repetir o processo (A grande, e curta, conclusão: aguarda-se que um novo governo surja para que se dê início a todo o processo. Sem ser de política a brincar. À séria).

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