Tenho reflectido bastante sobre mudança. E este texto aponta para uma leitura que tenho feito e que me fez pensar. Pergunto-me várias vezes se as pessoas mudam, ou se limitam a crescer e a amadurecer. Como diz uma amiga, o ser humano não muda, apenas altera as suas prioridades. E será que fingimos que mudamos? Ou será o ser humano permeável à mudança? Dúvidas e questões pairam no ar no que diz respeito a este aspecto. O que é certo, é que as pessoas querem o progresso desde que não haja esforço, nem mudança. E isto, a meu ver é redondamente impossível! Uma pessoa que nunca muda de opinião, por exemplo jamais irá corrigir os seus erros e as suas faltas, e acrescento que um individuo que desculpa as suas falhas a todo um instante, só revela que não existe clara intenção de abandonar os hábitos. Hoje em dia, não nos faltam livros e terapias de auto-ajuda que quanto a mim, não funcionam na sua totalidade. A meu ver, depende de individuo para individuo, ainda estou para conhecer a pessoa que deixou de evocar frases no negativo que tenha conseguido atingir alguma coisa, e aqui a frustração torna-se ainda maior.
Quando há mudança em nós, o Mundo muda connosco
Um dia, o fundador da IBM, disse o que “o mercado mundial só tinha capacidade para cerca de 5 computadores” e agora pergunto: onde estaria este senhor se continuasse a pensar assim e se não tivesse mudado de opinião? A tecnologia muda a uma velocidade constante, aquilo ontem era, hoje já não é, e um dia vamos chegar a um ponto em que se não mudarmos perdemos o comboio. O comboio que foi a pessoa que amámos, o comboio da nossa profissão, porque não acompanhámos a evolução, o comboio dos problemas, porque não os quisemos enfrentar de frente e ficámos parados à espera que acontecesse um milagre, o comboio da vida que tantas voltas dá. Existem, milagres mas o maior está dentro de nós. Mas quando escrevo em mudança no individuo, essencialmente destaco o facto de ser genuína e de ser uma adaptação a nós e aos outros que nos rodeiam. Não é deixar de ter personalidade própria, nem tão pouco deixar de ser quem somos, escrevo essencialmente de uma forma reflexiva, porque todos já chegámos a um patamar nas nossas vidas em que as coisas não funcionam, ou nos correm mal, ou não conseguimos avançar porque estamos apegados a algo que nos atrofia e nos corrói, e pensamos que alguma coisa temos de mudar para funcionar, para fluir. A mudança é essencial e o ser humano é muito resistente a ela. Mas uma coisa é certa, se eu mudar tudo muda e por muito que nos custe a mudança é uma aliada e não uma inimiga.

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