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A escravatura contemporânea existe e persiste: um mundo triste

19 de July de 2019 by olinda de freitas Leave a Comment

uma menina que trabalha em escravatura, a partir pedra, para sobreviverEscravatura: estima-se que cerca de 30 milhões, gosto do exagero quando as estatísticas apontam um pouco menos, de pessoas vivam escravizadas entre exploração infantil, sexual, servidão por dívida ou casamentos forçados – são estes os tipos de escravatura mais considerados pela ONU (Organização das Nações Unidas) neste século, apesar de já virem de longe. Índia, China, Paquistão, Nigéria, Etiópia, Rússia, Tailândia, RD Congo, Bangladesh e Myanmar são os países por onde estão espalhados os mais escravizados – 76% da população alvo desta violência.

Escravatura infantil, os números

A escravatura infantil é uma das formas que assume esta prática que, apesar de ter sofrido uma quebra, de cerca de um terço, desde 2000, ainda continua a ter um grande peso neste flagelo. Encontra-se, segundo a OIT (Organização Internacional do Trabalho), mais concentrada na Ásia- Pacífico e África-Subsariana mas existem crianças a trabalhar por todo o mundo: 11% das nossas crianças, para ter uma ideia são 168 milhões, veja bem isto, estão sujeitas a escravatura principalmente na agricultura – não descurando, obviamente, outros sectores como a indústria e serviços. Políticas nacionais saudáveis e quadros legislativos fortes e apertados neste sentido têm dado uma ajuda na luta contra esta aberração social. Mas não chega.

Servidão por dívida – sabia que é escravatura?

O tráfico de pessoas constitui no Brasil, por exemplo, uma das maiores formas de escravatura: as pessoas são enganadas por falsas promessas de trabalho, não recebem salários, são submetidas a violência física e psicológica e tudo o que comem e gastam é acumulado em dívida que dificilmente algum dia conseguirão pagar. São as explorações agrícolas os locais que recebem o maior número de escravos supostamente devedores.

Os casamentos forçados

Crianças com menos de dezassete anos, maioritariamente raparigas, que são levadas pela própria família para outros países para casarem a troco de dinheiro também estão na lista dos casos de escravatura. Também se dá o caso de ocorrerem por simples tradição de minorias étnicas, como no caso dos ciganos, sendo muito mais difícil rastrear e denunciar. Já pensou em como destes casamentos nascem crianças já escravas?

É isto o progresso?

Chega de números e de estudos. Inaceitável nos nossos dias, resquícios grandes de outras épocas, a escravatura é um cancro social e humano a combater. Mas como mostrar a espada a estes crimes a uma escala imensa, global, se tantas vezes é em si e no seio familiar que ela, a madame escravatura, começa? Sou doida? Quer um exemplo? Nunca parou para pensar na escravatura doméstica? Quantas vezes não teve conhecimento da prima ou da amiga de alguém que por necessidade está em casa de um familiar pagando o que come e veste com a perda da sua dignidade? Quantas vezes não ouviu dizer que esta ou aquela não se divorcia, apesar de não sentir afecto pelo marido, simplesmente porque não trabalha e apesar disso cumpre com os seus deveres conjugais (sexualidade escravizada por si mesma) enquanto o marido lhe mantém o nível de vida (escravizada pelo outro de forma consentida)? Quantas vezes já percebeu que aquele homem ou aquela mulher decidiram escravizar-se perante a vida profissional em detrimento dos afectos? E aquele patrão que simplesmente dá umas migalhas ao empregado, ao escravo, não lhe reconhecendo nem atribuindo qualquer valor pelo seu trabalho?

Pois é, são tudo verdades vulgares e por isso mesmo passíveis de serem ignoradas: a sociedade privilegia a hipocrisia e o absentismo dos afectos, escravizando-se em si mesma perante aquilo que é a vida e o viver. Na verdade, o que acontece num corpo é que cada célula contribui para o seu pleno funcionamento ou igualmente para a sua disfunção. Quer a acabar com a escravatura? Seja uma célula consciente de que tudo começa em si. E assim, só assim, talvez um dia, que pode ser já hoje, o amor, aquela coisa que se mistura onde entra e sai o melhor, o melhor que não é perfeito mas sempre uma imperfeição do melhor, aconteça em muitas células ao mesmo tempo. E o mundo, o corpo comum, será um lugar livre.

Filed Under: Educação Cívica Tagged With: acções humanistas, Afectos, ajuda social, casamentos forçados, civismo, direitos humanos, escravatura, escravatura infantil, escravatura sexual, ONU, servidão de dívidas, Sociedade

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