O conceito de carros inteligentes é o que está ligado à condução sem a mão humana, conforme informação do site Tecmundo. Mas será assim tão simples? A alternativa a esta possibilidade passa, irremediavelmente, pela comunicação a estabelecer entre o homem e a máquina. De outra forma, como garantir a segurança de pessoas e outros veículos nas estradas?
Segundo os cálculos da Organização Mundial da Saúde, 90% dos acidentes de trânsito têm como causa directa as falhas humanas. Estarão por vir, então, os salvadores, carros inteligentes, da condução humana?
Estudos em curso revelam a comunicação como o factor determinante para a operacionalidade de carros inteligentes
Esta terá sido a conclusão – de uma marca de fabrico de automóveis bem reconhecida no mercado – de especialistas em robótica e em linguística para que se possam conceber veículos autónomos ou, mais comummente designados, carros inteligentes. O grande objectivo será, pois, estabelecer a comunicação entre os passageiros e os transeuntes.
Apesar de serem enormes os benefícios sociais estudados para os carros inteligentes, ainda há um longo caminho até a humanidade conseguir ser guiada pelas máquinas.
O co-fundador do Google, Sergey Brin, afirma que os primeiros veículos poderão estar à venda daqui a uma mão cheia de anos havendo, no entanto, diversos problemas estruturais a serem resolvidos na produção de carros inteligentes.
Um dos obstáculos, a contornar na produção de carros inteligentes, além da comunicação, será garantir a segurança em qualquer condição climática – já que por ora, e como refere o consultor técnico do Google, os protótipos ainda circulam muito mal perante neve ou chuva.
A comunicação imprescindível na operacionalidade dos carros inteligentes
Comunicar é a palavra de ordem que interessa desenvolver no fabrico de carros inteligentes. A partilha de informações entre veículos, nomeadamente sobre detalhes de posições, engarrafamentos e até mesmo acidentes, assume-se como fundamental.
O trabalho neste sentido estará a ser levado a cabo para que a tecnologia motion-tracking e outros sistemas tradutores dos gestos de transeuntes constituam uma base sólida para os carros inteligentes.
São vários os estudos em curso e um deles terá utilizado o quadricóptero para interpretar e reagir a diversos gestos. Um outro sistema alternativo, com o nome de haptic control object, poderia funcionar de forma semelhante. E a possibilidade de poder ser incorporado em um chaveiro ou algo similar é agradável.
A tecnologia háptica tornou possível investigar como funciona o sentido humano de toque. Desta forma há lugar para a criação de objectos virtuais tácteis cuidadosamente controlados.
Aprender a linguagem robótica apresenta-se, desta feita, como uma possibilidade não remota para o ser humano. O contrário também não estará fora de questão. E uma linguagem híbrida?
Tudo o que se sabe é que a comunicação entre humanos e carros inteligentes está em curso…
Esta questão poderá ser adicionalmente abordada aqui.
Imagem: Google Images

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