Nelson Mandela, ex-presidente Sul-Africano e revolucionário anti-apartheid, já morreu deixando um legado de liderança corajosa que, sem dúvida, inspirará as gerações vindouras. As gerações vindouras nascem nas escolas e no site Mashable é possível saber como é que alguns professores abordam a história deste homem e este homem na História.
Nelson Mandela contado pela voz dos professores nas escolas do mundo
Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa: uma coisa é a forma como os grandes líderes mundiais falam de Nelson Mandela ao mundo e outra coisa, bem diferente, é como é que os professores fazem o mesmo com seus alunos em salas de aula. Como é contada a história de Nelson Mandela na História?
Uma das professoras americanas, que ensina direitos civis, diz abordar a morte pelo que terá feito em vida para mudar a África do Sul falando na problemática do que é arriscar vidas pelo que se acredita e pela justiça.
Segue-se um professor espanhol, em Barcelona, que o que diz aos seus alunos é que agora é o seu trabalho que ajuda a manter a voz de Nelson Mandela viva. Refere este professor que à nossa volta, e muitas vezes dentro de nós, ainda existe rótulos discriminatórios.
Só quando todos esses rótulos – e isto aplica-se a discriminar sexo, raça, ideologia ou origem geográfica e assim por diante -desaparecerem é que os ensinamentos e o legado de Nelson Mandela terá sido bem sucedido. O nosso trabalho agora passa por manter essa luta viva – de forma pacífica porém teimosa.
Do pensamento à acção, a todo o custo, dizem eles
Enquanto isso, na Califórnia, um director de jornalismo que trabalha com alunos no jornal da escola e no site de notícias online aborda a questão como sendo, Nelson Mandela, um dos homens mais importantes dos últimos 50 anos que deixou o mundo um lugar muito diferente e melhor do que no dia em que ele nele entrou. Nelson Mandela viveu uma vida singular com uma alma singular e transcendeu não só a opressão sistémica do apartheid mas também a opressão directa de 27 anos de prisão por causa da sua crença inabalável do seu fim.
Mas ainda mais notável, diz, foi a maneira como parecia transcender a amargura e vingança. Nelson Mandela poderia ter usado seu poder para dizer ao povo oprimido do seu país para pegar em armas e abraçar o caminho da revolução violenta. Porém, em vez disso, Nelson Mandela defendeu uma transição que dependia de mecanismos para fornecer uma estrada holística para ódios de cura. E manteve a sua fé intacta – tanto a sua fé em um aliado celeste na sua causa como a sua fé no poder da humanidade para escolher a bondade e a compaixão nos momentos mais difíceis.
Professores nas escolas querem, do pensamento à acção, lembrar aos seus alunos que pessoas como Nelson Mandela não são ícones para colocar em uma prateleira e reverenciar. Em vez disso, há que deixar que uma pessoa como Nelson Mandela seja um farol que ilumina o caminho diante de um desafio aos nossos direitos e que enfrenta aqueles que gostariam de silenciar a sua voz…

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