A doce e forte arte do Ballet
Ballet: porque os seus movimentos não se limitam apenas ao chão, explora também o ar em saltos surpreendentemente belos, o Ballet é a dança mais complexa e bonita que existe. Cada movimento, a cada graciosidade dos bailarinos, cada gesto – uma dança infinitamente poderosa.
O Ballet Romântico
O Ballet Romântico é um dos mais antigos estilos que fez parelha com o Movimento Romântico Literário que ocorria na Europa na segunda metade do século dezoito, já que se adequava à realidade da época – antes disso o Ballet não era, de todo, apreciado por se tratar de algo irreal sem qualquer ponte com a realidade.
A linha do Ballet Romântico incide sobre a magia, a delicadeza de movimentos, a fragilidade e a paixão vestidas de saias de tule floridas. “Giselle”, “La Fille Mal Gardèe” e “La Sylphides” são alguns exemplos lindos de dançar.
Ballet Clássico
O Ballet Clássico deve a sua origem à competitividade entre os Ballets Russo e Italiano, que disputavam o título de melhor técnica do mundo – lutavam pela habilidade técnica dos bailarinos e das bailarinas e pelo virtuosismo dos passos para encantar o público – como é exemplo os trinta e dois fouettés da bailarina Pierina Legnani em “O Lago dos Cisnes” que fazia milhares de pessoas ficarem tocados de espanto.
Uma outra característica do Ballet Clássico é a expressão – em sequências complicadas de passos, giros e movimentos num conjunto perfeito – em contos de fadas.
Ballet Contemporâneo
Mais conhecido por Ballet Moderno, foi criado no início do século vinte preservando as pontas e gestos do Ballet Clássico – a grande diferença reside nas ideologias das coreografias que apelam, não à técnica, à emoção em collants e malhas e liberdade de movimentos corporais. Deixa de haver, resumidamente, uma história que segue uma sequência lógica de factos e de técnica para dar lugar ao frenesim emocional. É este o estilo que antecede a dança moderna que colocará definitivamente de lado os passos clássicos e vai enfatizar somente os movimentos corporais. Foi George Balanchine, em Nova York, quem começou a difundir este estilo através de belíssimas coreografias como Serenade, Agon e Apollo.
Seja em que estilo for, o importante mesmo é o que o Ballet nos transmite através da sua forma tão fina de expressão – expressão capaz de colocar um sol em um dia de chuva ou um grande sorriso perante uma tristeza ou uma fonte de lágrimas perante a beleza: e tudo pela coordenação complexa da simplicidade dos movimentos corporais – aquela postura, aqueles gestos circulares, aquela verticalidade e leveza e harmonia e simetria.
Tudo junto, misturado, distribuído, abocanhado pelas pontas das mãos e dos pés – tudo só para nós, para nos fazer (mais) felizes. E é por isso que o Ballet é aquela arte poderosa que nos faz ver e ouvir e ficar.

DEIXE UM COMENTÁRIO