O vírus de pólio em águas residuais de Campinas foi mesmo confirmado pela Organização Mundial de Saúde em notícia avançada pelo site Saúde, apesar de considerar ser bastante baixo o risco da sua propagação no Brasil.
O vírus de pólio em águas residuais terá sido encontrado pelas autoridades sanitárias recolhidas em Campinas apesar de não ter sido detectado qualquer extensão por contaminação aos seres humanos.
Vírus de pólio, causador da transmissão da poliomelite altamente contagiosa
Será importante referir que o vírus de pólio é altamente contagioso, provocando a poliomelite por transmissão. Prevê-se que a transmissão, quando alguém está infectado com o vírus de pólio, e entre contactos domésticos sensíveis, ocorra em quase 100% das crianças e mais de 90% dos adultos.
A transmissão poderá ocorrer, em menor escala, através do contacto com fezes da pessoa infectada, a vulgarmente conhecida transmissão fecal-oral. Com maior frequência, o vírus pode ser transmitido através do contacto com secreções respiratórias infectadas ou saliva, ou seja, por transmissão oral-oral.
Este é um vírus de cadeia simples de RNA a partir da família Picornaviridae e género enterovírus que apenas infecta seres humanos em climas temperados e mais no verão. Em climas tropicais, não há conhecimento de que exista um padrão sazonal.
A poliomielite ataca o sistema nervoso e pode causar paralisia irreversível em uma questão de horas. Não há, portanto, cura para a doença – que apenas pode ser evitada pela vacinação.
Perto do aeroporto internacional de Viracopos: a recolha da amostra do vírus de pólio em águas residuais
A amostra que deu positivo na detecção do vírus pólio em águas residuais, selvagem do tipo 1 (WPV1), terá sido recolhida perto do aeroporto internacional de Viracopos.
Segundo informação da Organização Mundial de Saúde, o vírus pólio em águas residuais foi detectado exclusivamente nas águas da região e que as amostras recolhidas posteriormente no mesmo lugar deram negativo ou positivo unicamente em relação à cepa chamada “Sabin” ou a um enterovírus que não era de pólio: um alarme tranquilo, portanto, já que desde 1994 que as amostras recolhidas na zona do aeroporto de Viracopos têm vindo a dar negativo relativamente à existência do vírus pólis em águas residuais.
A Organização Mundial de Saúde terá lembrado que o continente americano está livre da cepa do WPV1 desde 1991 e o Brasil desde 1989 -o que serve para tranquilizar a população. No entanto, as autoridades reforçaram a vigilância na detecção de casos potenciais de paralisias causadas pelo vírus pólio em pessoas eventualmente não vacinadas.
Sabe-se que a cobertura de imunização no estado de São Paulo supera os 95% e que o vírus é geneticamente similar a uma amostra recentemente isolada de um caso na Guiné Equatorial.
Ainda de acordo com a Organização Mundial de Saúde, o vírus pólio terá sido exportado através de um viajante que esteve em uma região infectada.

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