Segundo os especialistas, embora apenas uma pequena percentagem da composição do esgoto doméstico seja composta por impurezas de natureza física, química e biológica (enquanto que a maior parte da sua composição é água), o contacto com essas impurezas é responsável por cerca de 80% das doenças e 65% dos internamentos hospitalares identificados actualmente.
Como se lida com estes valores de forma a reduzi-los?
Define-se saneamento ambiental como o conjunto de práticas e acções postas em prática de forma a promover a qualidade e melhoria do ambiente, da saúde pública e do bem estar generalizado da população.
Passa por questões como a garantia de abastecimento de água potável, recolha e tratamento de resíduos sólidos e líquidos, drenagem urbana e controlo de doenças transmissíveis que podem daí resultar, entre outras.
Grande parte destas acções são tratadas através da existência de uma rede de esgotos adequada, pelo que o saneamento ambiental pode muito facilmente ser confundido com o Saneamento básico.
Qual é a diferença então entre saneamento básico e saneamento ambiental?
Saneamento básico é no fundo o abastecimento de água potável em diferentes regiões, o que inclui a recolha e tratamento de esgotos, a limpeza urbana e o controle de pragas, de forma a preservar a saúde e as condições de higiene e bem-estar das populações.
No caso do saneamento ambiental, trata-se do mesmo tipo de acções, contudo estas são primeira e fundamentalmente direccionadas para a melhoria da qualidade ambiental, através de actividades específicas como é o caso do desenvolvimento de sistemas de armazenamento de lixo com níveis mais baixos de poluição e maior eficiência, por exemplo.
De um modo geral, este tipo de saneamento visa desenvolver iniciativas que promovam um funcionamento sustentável e a preservação da saúde das populações no contexto ambiental.
Que acções específicas podem ser desempenhadas tendo em vista o saneamento ambiental?
Existem várias iniciativas relacionadas directamente com a Saúde Pública que promovem o bem estar humano ao mesmo tempo que se estimula o equilíbrio ambiental, nomeadamente:
– A promoção da salubridade (que inclui qualquer situação ou contexto ambiental que não põe em causa a saúde das pessoas que contactam com isso), e consequentemente a prevenção da insalubridade;
– a correcção de deficiências sanitárias ambientais;
– a reabilitação de ambientes deteriorados ou contaminados;
– o controlo e a vigilância de sistemas de abastecimento de água potável para a garantia de condições ideais de consumo humano, assim como dos sistemas de esgotos de águas residuais, industriais e urbanas para controlar o risco de possível contaminação;
– medidas de prevenção e controlo de poluição de águas superficiais, poluição atmosférica e poluição acústica e/ou sonora.
Curiosidades sobre saneamento ambiental? Temos várias para lhe contar!
Sabia que…
– o governo do Brasil tem um programa de Saneamento Ambiental Indígena, de forma a conseguir oferecer melhores condições de vida para a população indígena?
Com o crescimento e a constante expansão das cidades, grande parte dos índios nativos do Brasil acabaram por ter de viver em favelas, estradas e lugares de condições altamente precárias, pelo que é urgente agir de forma a melhorar as suas condições de vida.
– Já existem cursos de Saneamento Ambiental disponíveis?
O programa permite desenvolver disciplinas associadas ao saneamento básico, gestão de armazenamento e tratamento de lixos, projecção de redes de drenagem, monitorização de projectos de monitorização da qualidade do ar, da água e do solo, entre outras.
– O saneamento ambiental é uma excelente oportunidade para desenvolver a consciência das populações?
Por meio da educação sanitária e da educação ambiental, permite-se a proliferação de condições para que a comunidade participe activamente na melhoria das condições ambientais e de saúde, melhorando o presente e principalmente o futuro da população!
Ficou curioso?
Terminamos com uma sugestão: Ecologia aplicada ao saneamento ambiental, pelo escritor Benjamin de Araújo Carvalho.
Vale a pena pensar nisto!

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