Sou uma amante de aventura e viciada na «descoberta» de novas culturas.
Por já ter feito muitas viagens, vivi tantas experiências simplesmente fantásticas e avassaladoras, que não podia, claro, guardar só para mim. Gosto de partilhar as minhas «peripécias» além-fronteiras e de dar dicas sobre destinos diferentes, para que outras pessoas, tal como eu, possam sair da sua zona de conforto e e alargar verdadeiramente os seu horizontes.
Hoje quero falar-vos um pouco da minha experiência em Xangai, uma das minhas viagens favoritas e que, curiosamente, fiz por causa de um post da Isabel Angelino no seu blog «As Paixões de Isabel». A apresentadora esteve em Xangai e partilhou alguma fotos e informações sobre o destino, que me despertaram muita curiosidade.
Em primeiro lugar, quero frisar que, ao contrário do que já me tinham dito, o povo chinês é um excelente anfitrião. Adoram receber estrangeiros e acarinham.nos bastante. No Entanto, existe, de facto, um ligeiro entrave neste contacto de culturas: a língua.
A maioria dos chineses não fala inglês e a maioria dos turistas não fala chinês. Pode ser um pouco complicado conseguir informações, pelo que vos aconselho a saírem de Portugal com um roteiro bem estudado e organizado, assim como um daqueles livrinhos de mandarim-português, português mandarim.
Acreditem que pode ser extremamente útil para conseguirem fazer perguntas básicas, mas importantes, como «onde é a casa de banho»
Um das coisas que mais me fascinou em Xangai foi a vida e energia que brotam em cada esquina da cidades. Existem irresistíveis mercados e feiras, com tudo aquilo que possam imaginar e ainda mais! é fácil perder-mo-nos naqueles pequenos mundos de cores, cheiros e sabores.
No entanto, deixem-me dar-vos outro conselho que deve estar bem presente quando se faz viagens para qualquer destino asiático: estejam preparados para regatear! Vão tentar vender-vos tudo a, pelo menos, o dobro do preço. Acreditem que é preciso ter jogo de cintura para conseguir fazer um bom negócio com os habitantes de Xangai. Mas admito que todo o processo é verdadeiramente divertido, vale a pena.
A maioria dos restaurantes está escrito em mandarim e ilustrado com algumas fotos de pratos, e são precisamente esses pelos quais deve tentar optar, para não correr o risco de ter alguma surpresa demasiado arrojada.
Um dos locais que mais gostei de visitar foi o «The Bund», onde existem vários prédios históricos de Xangai, datados do século XIX. The Bund era a região de Xangai onde os negócios aconteciam antigamente. É uma zona verdadeiramente rica historicamente e muito bonita. Aproveitei também para ver o pôr do sol e as luzes do distrito de Pudong.
Outro dos «hot spots» de Xangai que é obrigatório visitar é o People Square, o «coração de Xangai». É aqui que se concentram a maior parte dos serviços político, económico e culturais. Resume bem a essência de Xangai.
Poderia ficar aqui a enumerar quase infinitamente muitas outras coisas sobre Xangai, mas é é impossível traduzir em palavras uma experiência tão emocionante como esta que vivi nessa singular região. A mistura de culturas, as velhas e novas tradições que se fundem, a vida electrizante das ruas…simplesmente indescritível!
