
Cumplicidade entre emprego e economia!
A procura de um emprego que pode igualmente assumir a nomenclatura menos soft de trabalho tem-se manifestado como um dos mais sérios desafios, a par da árdua tarefa da “rapaziada” da economia em colocar as contas públicas perto do equilíbrio necessário. Sim porque tal como arranjar uma colocação, também o nosso produto interno bruto (PIB) já conheceu dias mais ensolarados. Significa que em números pouco “bicudos”, mais de um milhão “Tugas” (15-16% desempregados) estão de mãos nos bolsos ou foram embora e, que as nossas dívidas para com os nossos fornecedores, são maiores do que o que conseguimos granjear dos clientes. http://www.jornaldenegocios.pt/economia/detalhe/troika_preve_descida_da_taxa_de_desemprego_para_157_em_2014.html
Como todos já tiveram oportunidade de constatar, o trabalho ou a falta dele, é parte integrante de economias mais ou menos debilitadas ou mais ou menos saudáveis. Claro que não estamos isolados, longe disso, existem outros até bem perto de nós que, também não têm muitos motivos para mostrar a “dentuça”. Contudo lá diz o ditado que “com o mal dos outros estamos nós bem”. A frase encaixaria admiravelmente, não fosse o envolvimento com mais de duas dúzias de membros desta enorme responsabilidade chamada União Europeia (EU). Como se não bastasse ainda encaixámos outra união…a Monetária.
Pensou-se sempre que emprego não seria problema e que dinheiro também não! Vieram os fundos e esfumaram-se. Como seria de esperar não há borlas, vieram os cortes e aí vai disto que é uma pressa toca a dar uso à tesoura. A pequena e frágil economia foi ao tapete e, para manter a feliz e cómoda união foi preciso (mais uma vez) o extraordinário e milagroso fundo monetário (FMI) para salvar a honra lusitana.
Modernizaram-se as comunicações e infraestruturas, apostou-se em multiusos, em novas frotas, nas tecnologias e inovação, juntámos as vias verdes e o Magalhães, promoveu-se o fado o país e as regiões, o vinho, o azeite e a cortiça o calçado e os têxteis. Formámos obsessivamente como se não houvesse amanhã num ciclo de arrependimento com um passado de “analfabrutismo” gritante. Muito bem, a “malta” está licenciada, chegou a mestre e até doutor. Há cientistas, investigadores, inovadores e empreendedores. Somos bons e desenrascados, claro que somos e assenta-nos bem!
Então e emprego e trabalho e indústria? Afinal o que é bom para a economia? A melhoria formativa tem sido uma evidência e um trampolim para uma mão-de-obra mais capaz e qualificada. http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO139040.html
Mas por cá, quem arrisca dar emprego e criar negócio faz parte de um nicho…manifestamente insuficiente. Abrir a porta e sair para a Europa ou para outros continentes pode representar oportunidade de emprego mas igualmente um risco. Conhecem-se histórias de encantar e tantas outras de arrepiar.
Hoje é necessária coragem, para ter a coragem de arriscar ir atrás de emprego, ou ficar.
Encontros e desencontros temáticos!
Há dias numa “paragem técnica” de fim de tarde entre amigos, tremoços e “minis” articulavam-se alguns desabafos mais acalorados subordinados ao tema a aceitação de graduados e pós graduados no mercado de trabalho interno (talvez feira ou outlet, considerando o valor dos salários). “Impensável” dizia um “…exigem um curriculum invejável…formação académica superior, experiência mínima de 5 anos, referências e provas dadas, boa apresentação, viatura própria, horário flexível, inglês fluente e outras, disponibilidade imediata e para viajar, aptidão comercial, idade até 25 anos…oferecem… possibilidade de evolução na carreira, ambiente jovem e dinâmico, contrato de trabalho, e um vencimento 650€ mensais …” está tudo doido!? Desabafava!
Foram-se arremessando palavrões de ordem e, continuava a desgarrada de reparos, “…esses artistas exigem gente altamente formada e referenciada e, consideram que depois dos 35 o pessoal é velho e para descartar…dá vontade de os mandar à …e os ordenados propostos pá!? …e depois não querem que sejamos um peso para o erário publico…!?”
Uma das caricaturas mais apreciadas foi a de um “compincha” da tertúlia reclamando a falta de oportunidades para ministrar formação profissional. De facto com alguma apreensão e estranheza lá ia resmungando “…como é possível não poder dar formação porque ainda não se têm horas suficientes dadas…? Discurso algo enigmático, contudo, a explicação haveria de surgir rapidamente “…vejamos então, temos um grau académico, somos portadores de um certificado de capacitação de formação de formadores (CAP/CCP) http://netforce.iefp.pt/ e somos experientes na relação com o tema…mas…não nos aceitam para dar formação porque ainda não temos horas suficientes dadas…inacreditável, assim é impossível uma vez que, nem sequer nos é permitido começar…” Brutal!
Reflexões obrigatórias
Em jeito de rescaldo e para contentamento de alguns teimosos resistentes, sobretudo para os mais ingénuos e crentes, talvez um qualquer dia destes se vislumbrem boas oportunidades para trabalhar, nesta ocidental península graciosamente bafejada pela geografia, tal o espaço profissional que vai ficando disponível. www.ine.pt/ngt_server/attachfileu.jsp?look_parentBoui…att…

Apesar da óbvia dificuldade em admitir tamanha possibilidade, convém fazer um esforço para acordar rapidamente desta situação depressiva em que estamos mergulhados, evitando o risco evidente de perda da soberana identidade e afirmação nacional.

DEIXE UM COMENTÁRIO