É inegável a vitória do futebol do Benfica frente ao Sporting, numa noite em que os ventos da Luz foram demasiado fortes para a já de si tremida defesa leonina. Privado do seu melhor jogador, o Sporting não foi capaz de se opor a um Benfica demasiado forte, apesar das meias-surpresas apresentadas por um esforçado Leonardo Jardim. Futebol é futebol, não há nada a dizer. Se é bem verdade que «não se fazem omeletes sem ovos», não será menos certo que o campeonato poderá ter agora um rumo traçado. Ou não! Há quem acredite que estará tudo decidido no campeonato nacional de futebol aquando da altura da visita do Benfica ao Dragão. Mas, pelo sim, pelo não, convém levar três pontos de vantagem, «just in case».
Será a margem da equipa de futebol do Benfica suficiente para garantir a liga?
A margem do Benfica é ainda curta, ainda para mais num calendário que não é tão fácil quando o do rival de ontem. Por outro lado, é conhecida a tendência das águias para se deslumbrarem quando vão à frente, esbanjando pontos que podem ser vitais na altura das contas finais. Com isto, quero dizer que se mantém tudo em aberto para as três equipas do topo, cada uma lutando contra os seus fantasmas da forma que melhor sabe ou pode. No futebol, não há certezas, poder-se-à dizer, em tom de «cliché», mas matemática é matemática e pontos são pontos.
Os eternos rivais terão estofo para fazer frente ao líder?
Quando estamos prestes a entrar na fase decisiva da época de futebol, o Benfica leva 4 e 5 pontos de avanço sobre os rivais, uma vantagem que pode ser decisiva. Por outro lado, leva ainda a vantagem de ter sabido manter o treinador e parte fulcral da equipa de futebol e de lutar contra rivais em fase de construção ou reconversão. Isto porque o Porto continua a desiludir e parece quase certa a saída, no final da época, do infeliz Paulo Fonseca, que vai alternando exibições más com péssimas e levando o Porto a um patamar impensável há pouco tempo: o do zero. E o Sporting tem uma manta muito curta, em que basta sair um ou dois jogadores nucleares para a coisa correr mal, estando demasiado formatado para 14 ou 15 jogadores.
Este poderá ser um dos campeonatos mais imprevisíveis dos últimos anos
No entanto, é de salientar a salutar mudança face ao ano «horribilis» de 2013, em que os leões eram uma pálida sombra de si próprios, envergonhando dirigentes e adeptos com as suas paupérrimas exibições. Resumindo: estará tudo decidido no que toca ao campeonato nacional de futebol da época 2013/2014? A minha perspectiva é que não e que muita água correrá ainda por baixo da ponte, podendo ser uma liga decidida nos últimos jogos, à imagem da época anterior. O tempo o dirá, mas é bom que assim seja. Parece que o tempo dos «passeios» acabou e que o futebol, embora nivelado por baixo, voltou aos relvados portugueses. Um grande bem haja a quem permitiu isso no mundo do futebol. Aguardamos pelas próximas jornadas.

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