Adminstração Pública é um conceito vastamente abrangente.
Ainda que existam um conjunto de estruturas estatais cujo principal intuito é o atendimento de necessidades da comunidade no que toca à segurança e à saúde pública, uma das responsabilidades específicas da dita Administração Pública passa por assegurar a satisfação da população em termos de cultura e bem-estar generalizado.
Assim sendo, muito haveria a dizer sobre o estado da cultura em Portugal.
Mas escolhemos fazer uma homenagem a um grupo de cidadãos em particular cuja acção é determinante a cada momento para o avanço das suas comunidades, relativamente à cultura e a muitos outros parâmetros: as Mulheres.
Porquê homenagear a cultura?
A cultura constitui, hoje em dia, um parâmetro fundamental de representação da sociedade Portuguesa perante a comunidade internacional ao mesmo tempo que representa todo um universo gerador de emprego, riqueza e qualidade de vida para os cidadãos do país.
Há, por isso, alguma urgência na valorização do papel da cultura, da criação artística e da participação e contributo dos portugueses para a promoção de novos incentivos e projectos artísticos em todos os sectores da sociedade.
As entidades públicas, e em particular o Ministério da Cultura, representado pelo Secretário de Estado da Cultura Jorge Barreto Chavier, tem como função apoiar e incentivar a criação artística nas suas diversas vertentes, de forma a estimular e favorecer o acesso dos cidadãos à cultura.
Porquê homenagear as mulheres?
Porque a cultura é, sem dúvida nenhuma, um factor importante de coesão e até de identidade nacional.
E o papel das mulheres na sociedade contemporânea tem vindo a ganhar um peso diferente nesta vertente, daquele que tinha há algumas décadas.
No passado ano de 2013, o Secretário de Estado da Cultura e a Secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares e da Igualdade atribuiram a distinção Mulheres Criadoras de Cultura a 5 mulheres cujo contributo é altamente merecedor de destaque: a bailarina Anna Mascolo, a actriz e encenadora Germana Tânger, a arquitecta Inês Lobo, a artista plástica e a Joana Vasconcelos e a maestrina Joana Carneiro.
Evidenciadas em áreas tão diversas, estas 5 Mulheres foram capazes de se distinguir perante (e impactar) uma sociedade inteira com a sua intervenção particular.
Segundo Teresa Morais, a Secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares e da Igualdade: “As mulheres não têm ainda no País e no Mundo, a visibilidade que a sua qualidade intrínseca justifica; às mulheres não é ainda suficientemente reconhecido o papel fundamental que têm, como parceiras e iguais, no desenvolvimento social, económico e cultural das nações e do Mundo; as mulheres são frequentes vezes esquecidas em prémios e distinções que, não sendo exclusivamente criados para homens, na prática, não distinguem as mulheres de forma equilibrada e justa”.
É certo que a mulher desempenhou, em outras épocas, funções muito mais circunscritas às tarefas domésticas e familiares, tendendo a viver exclusivamente em função do papel de dona-de-casa, mãe e esposa.
Começa, no entanto, a verificar-se uma migração significativa desse conceito, uma vez que hoje em dia a grande maioria das mulheres se encontra no mercado de trabalho a competir directamente com os Homens em todas as vertentes profissionais por melhores condições de vida, tendo conquistado o seu lugar à frente de grandes indústrias tecnológicas e científicas em torno do Globo.


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