Numa manhã cheia de Sol de finais de Novembro, João como de costume foi à Baixa de Lisboa. ( pensou o quão é tão bom, hoje não ter de preparar as aulas para o dia seguinte ).
João é Professor Universitário de História Contemporânea na Universidade Nova de Lisboa.
Já na Fnac, direcciona-se para a secção de música alternativa, onde sorridente vagueia entre Cds, estando atento ao que vai ouvindo e também vendo.
Gostou particularmente de um Cd, e não hesitou em comprá-lo. Foi movido pelo impulso.
Estava feliz, pelo facto de ser Sábado e poder ir buscar a sua filha Carolina à Rodoviária, estudante de Belas Artes da Invicta.
Divorciado há um ano, compete-lhe este Sábado ir esperar a Carolina ao Terminal de Rodoviária.
Tarefa que lhe dá imenso regozijo, pois ambos têm uma simbiose muito saudável.
A camioneta chega só por volta das treze horas do Porto.
João saíu dos armazéns do Chiado com o seu Cd escolhido e comprado, e apanhou o metro em direcção a sete rios às onze e trinta, preferindo chegar mais cedo para poder ler e descansar.
Chegou ao Terminal era aproximadamente meio dia.
E desde o meio dia, que aguarda a chegada da sua filha.
Precisamente ao meio dia, após várias camionetas terem chegado e partido, ele esperava tranquilamente.
Sereno, pôs a folhear as capas de revistas de algumas revistas do quiosque que se situava na sala de espera do Terminal.
Comprou o semanal e começou a lê-lo.
O snack da estação esvaziou quase por completo.
Maquinalmente entrou no snack e pediu um café quente e um copo com água.
Independentemente de estar frio ou calor, João tem por hábito pedir um copo com água após o café.
Bebeu o café e a água.
De seguida, enrolou um cigarro e gastou cinco euros em dois chocolates.
Fumou mais outro cigarro, para ver se o tempo urgia.
Agora, sim já o inquietava a espera; mas consolava-o saber que ela viria, pois Carolina já lhe tinha enviado mensagem por telemóvel.
Finalmente, ouve-se dizer que vem a chegar o “expresso” do Porto.
João sentia-se ansioso, pois já não via a sua filha há quase duas semanas o que para ele era uma eternidade dada a sua amizade por ela.
Quando a viu encostada à janela, esqueceu de imediato a hora de espera, o frio e a hora de almoço.
Mexeu no cabelo para indireitar o cabelo para o seu lado direito e andou apressadamente para mais perto da camioneta.
Carolina com um rasgo sorriso para o Pai e vice-versa, estes naquele instante abraçaram-se.
Os rostos sorridentes e jovens, apesar da diferença de idades, e o olhar era o de felicidade e contentamento, de estarem Sábado e Domingo juntos e em lazer.
Entraram num restaurante ao fundo da avenida onde foram almoçar, pois ambos estavam cansados e também com apetite.
E, quando já tinham esgotado o tanto falar, abraçados foram para casa descansar.
( texto escrito segundo antigo acordo ortográfico )

Que bem que fazes descrições…
Parabéns
rui jorge