A depressão quando chega, chega silenciosa, pé ante pé, quase que não damos por ela. Vamos tendo alguns sintomas, que na maioria das vezes desprezamos por pensarmos que são passageiros, que são derivados à chuva, à discussão com o companheiro porque este voltou a deixar a toalha molhada em cima da cama e quando damos por isso, já ela se instalou na nossa cabeça, no nosso coração, no corpo todo.
É importante acabar com o conceito que a depressão não é doença, que é uma mania, que não passa de uma tristeza mais chata em passar. Isto não é verdade, a depressão é uma doença e é uma doença que se não for tratada, pode matar.
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Seja por consequência ou por causa, a depressão deve ser tida como algo sério que necessita de atenção por parte de quem sofre mas também por parte das pessoas que o rodeiam. Apresenta variados sintomas, pode não os sentir todos, pode sentir apenas um, mas se sentir algum destes por demasiado tempo, faça um favor a si próprio e procure ajuda especializada.
Sintomas da Depressão:
– Apatia;
– Falta de interesse, tristeza profunda;
– Perda de apetite sexual, perda de interesse em atividades que antes lhe davam prazer;
– Dores físicas de origem desconhecida;
– Pensamentos suicidas, automutilação;
– Perda ou ganho acentuado de apetite e consequentemente de peso.
Como tratar a depressão:
O primeiro passo da cura é o reconhecimento. Se sente que não está bem e desconfia que pode ter uma depressão deverá procurar ajuda especializada de um psicologo ou psiquiatra afim destes despistarem a doença. Normalmente, um tratamento da depressão deverá ser multidisciplinar, onde o psicologo lhe fornece ferramentas para o dia-a-dia que lhe vão permitir tratar melhor a doença, assim como, aprender a identificar sintomas e a não ter recaídas. O psiquiatra é o especialista que lhe vai prescrever o tratamento farmacológico necessário para que a descompensação a nível dos neurotransmissores cerebrais seja eliminada permitindo assim um tratamento da depressão.
Para além destes dois especialistas, existem mudanças no dia-a-dia do doente que facilitam não só o tratamento da doença como evitam que hajam recaídas. Como por exemplo:
– Praticar uma atividade física;
– Arranjar um hobby do seu agrado como jardinagem ou artesanato;
– Ter uma alimentação saudável;
– Estar mais em contacto com a natureza;
– Fazer meditação ou atividades como ioga;
– Dedicar tempo a si, recebendo uma massagem, uma manicure ou fazendo um novo corte de cabelo.
Os amigos e os familiares
É importante que as pessoas que o rodeiam estejam a par da doença e que participem na cura, convidando-o para sair de casa, jantar fora, passear. Além disso, as pessoas que o rodeiam são fundamentais para poder desabafar o que sente neste período complicado da sua vida. Não se iniba de contar aos seus familiares e amigos que sofre de depressão, que procurou ajuda e que precisa do apoio deles, pois só assim conseguirá tratar a doença.

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