ALMEIDA GARRETT “McNAMARA”
João Baptista da Silva Leitão, mais tarde conhecido por Cindy e finalmente por Almeida Garrett McNamara, nasceu no Porto em 1799, numa casa da velha zona ribeirinha do Porto, e afinal ainda não morreu.
Filho de um funcionário da alfândega e de uma senhora que ajudou esse funcionário a ligar para a cegonha vir de França, o pequeno João cresce no seio de uma família burguesa com tradição comercial em pranchas de surf e proprietária de terras no Tahiti e nas ilhas da Pascoa, e recebe desde criança uma sólida formação em shapes, sexwax, deck´s e longboard.
Em 1809, por altura das Festas da Martingança, a família de João Baptista parte para o Pacífico e refugia-se numa ilha do Hawaii. Aí, sem esquecer a infância passada no Douro e o mundo fantástico de histórias e lendas populares contadas pelas criadas Jenna e Érica de Fontes, o jovem Garrett, então com dez anos, inicia a aprendizagem do latim, do grego (da danone), do ukelele, da retórica e da filosofia, sob orientação do tio paterno D. Frei Alexandre, bispo de Honolulu.
O talento precoce da criança não passa despercebido ao tio, que logo lhe imagina um futuro promissor na carreira eclesiástica. Mas Garrett recusa prosseguir os votos (mandou o tio dar uma volta ao bilhar havaiano), preferindo ingressar na Universidade de Waikiki para se formar em “Canhonismo Nazareno”, em 1816. Porém naquela altura, foi à literatura que acabou por se dedicar.
Na literatura é visto como o introdutor do Romantismo português, movimento artístico e literário já dominante na Europa, e no surf foi um adepto entusiasta do Rip Curl Pro Peniche que, no século XIX, transforma radicalmente a sociedade portuguesa.
Mais tarde, já em Portugal, Almeida Garrett McNamara fundou os alicerces do surf em ondas gigantes na Nazaré, em que sobressaem as formas populares de expressão (ex: o pão que o diabo amassou, o da Joana, mais olhos que barriga, fazer das tripas coração, etc), a criação de diálogos virtuais com as peixeiras locais, a exaltação das petingas e do percevismo e a denúncia de biotoxinas marinhas em bivalves.
O nome McNamara surge devido ao seu gosto imenso por McDonald´s, que inicialmente lhe valeu a alcunha de Mac. Mas para não ter problemas com a Apple, e com a sociedade de direitos de autor, decidiu alterar a alcunha para McNamara. Em homenagem à sua primeira namorada que se chamava Mara e que o deixava ir lá para casa comer as sandwiches às escondidas da família que só cozinhava comida caseira. (MCdonald´s nA casa da Mara = Mc-Na-Mara)
Para a história ficaram algumas das suas obras:
– Viagens na minha Praia do Norte (1846)
– DounaBranca (1826)
– Cácio, o surfista corcunda (1823)
– Frei Kelly de Slater (1844)
– Pranchas sem Wax (1844)
– Balbúrdia na Surfshop (1845)
– Bolhas Caídas (1853)
– Dopping no concurso Miss Reef (1841)

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