Simplificar os procedimentos para a anulação de casamentos é a nova intenção do papa Francisco, conforme divulga o site globo.com. O ordenamento pelo vaticano tem um único objectivo: o de facilitar a vida aos católicos que decidem colocar um fim em casamentos falhados.
Papa Francisco nomeia 11 canonistas para fazerem a revisão aos procedimentos de anulação de casamentos católicos
O Papa Francisco ordenou uma revisão, com a colaboração de 11 canonistas, com o objectivo de simplificar os procedimentos da Igreja para anulação de casamentos dos católicos que querem encerrar seus casamentos. Em um comunicado terá sido afirmado “buscando simplificá-los e racionalizá-los enquanto garante o princípio da indissolubilidade do casamento”.
Será importante, no entanto, passar a pente fino o que está em causa: a anulação. Uma anulação, formalmente e universalmente conhecida como “decreto de nulidade”, é uma decisão em que o casamento não é válido desde o início – isto de acordo com a lei católica. Porém alguns pré-requisitos como o livre arbítrio, a maturidade psicológica e a disposição para ter filhos não estavam contemplados neste dito decreto – o que o transformavam em um conceito arcaici e igualmente complicado à luz de alguns membros da comunidade católica.
Por conseguinte, achou por bem o papa Francisco fazer a revisão dos procedimentos de anulação de casamentos considerando que o casamento é um “símbolo de vida real, não de ficção” – declaração efectuada para a celebração dos primeiros casamentos do seu pontificado mas que cabe perfeitamente, da mesma forma, no assunto da anulação de casamentos.
Primeiros casamentos oficiais no pontificado do Papa Francisco e o apelo ao que é ser família
O Papa Francisco oficiou recentemente, no Vaticano, os primeiros casamentos do seu pontificado. Terão sido vinte as uniões de casais. Não deixa de ser interessante reflectirmos na flexibilidade deste homem enquanto representante da igreja católica: ao mesmo tempo que celebra a união faz também a revisão da anulação.
Um dos pontos altos das celebrações terá sido a lembrança de que o casamento é um “símbolo de vida real, não de ficção”. “O casamento é um símbolo de vida, vida real, não é uma ficção!. É a reciprocidade das diferenças, não é um caminho fácil, sem conflitos, não… porque se for assim, não seria humano. É um percurso às vezes difícil e conflituoso, mas essa é a vida!”.
Da mesma forma, o pontífice argentino afirmou que as famílias são “o primeiro lugar onde nos formamos como pessoas e, ao mesmo tempo, são os “tijolos” para a construção da sociedade”. Uma mensagem, de facto, importante.
Refira-se ainda que passaram catorze anos desde a última vez que um pontífice oficiou de forma pública e colectiva um casamento: a última vez foi em 2000, aquando da divisão deste sacramento a uma série de prometidos – por causa do Jubileu – por João Paulo II.


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