Vestido branco, flores e um compromisso até que a morte os separe. Fraque, botões de punho e um “sim” eterno. Será que isso já não apraz aos jovens casais? Como é que é visto o casamento nos dias de hoje?
O casamento, tal como o conhecemos, tem caído em desuso, pelo menos segundo o que revelam as estatísticas oficiais. Este fenómeno social tem causas associadas, deveras interessantes, e que ajudam a compreender a evolução da sociedade portuguesa ao longo dos tempos.
UNIÃO DE FACTO VS. CASAMENTO
Existe uma situação civil que tem vindo a ganhar terreno ao casamento, a união de facto e que se tem imposto socialmente como modo igualmente plausível de co-habitar. Os 31.998 casamentos verificados em 2013 no país chocam com os quase 70.000 no ano de 1960 – mais do que o dobro, enquanto a união de facto tem vindo a ganhar terreno.
Isto só pode significar uma mudança drástica no modo de pensar dos jovens casais, tal como é possível ver neste artigo e gráfico do jornal Público.
Se para as gerações anteriores era quase um dado adquirido casar como forma de estabilizar a vida, isso já não se verifica. De modo a levar uma vida conjugal assumida, era quase necessário publicitar a oficialização da relação, algo que segundo os padrões actuais se tornou totalmente desnecessário.
Para além disso, o facto de o Ensino Superior se ter generalizado e da procura do primeiro emprego se fazer hoje cada vez mais tarde, faz com que as pessoas se encontrem já, muitas vezes, em relações duradouras quando finalmente se tornam independentes, relativizando, assim, o peso do casamento. Os custos inerentes à cerimónia tradicional também não são muito convidativos para jovens casais com orçamentos relativamente magros.
Mais, o facto de termos, cada vez mais, vários relacionamentos até encontrarmos o “tal” ou “tal”e de as relações serem tendencialmente menos duradouras (como espelham os dados sobre o divórcio em Portugal), faz com que se pense duas vezes se casar ou não é assim tão fulcral actualmente.
OS SINOS DA IGREJA
A Igreja Católica também perdeu algum do peso que tinha na sociedade e assim como os casamentos diminuíram, também os casamentos religiosos reduziram. Esta pode também ser uma das causas para o menor número de matrimónios no país, já que para muitos este não faz sentido a não ser que seja pela Igreja.
Partindo dos dados actuais, prevê-se que a tendência se mantenha. Contudo, e tendo em conta que a sociedade actual é uma sociedade em constante mudança é difícil saber que volta esta questão vai dar, pois existem muitos factores inerentes a este tópico.

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