Numa das minhas buscas incessantes de respostas para sentimentos que as palavras não explicam, deparei-me com a citação abaixo transcrita e não pude evitar que as lágrimas rolassem…
“Quando o amor te acenar, segue-o, ainda que por caminhos ásperos e íngremes. E quando suas asas te envolverem, rende-te a ele, ainda que a lâmina escondida sob suas asas possa ferir-te.” Kalil Gibran
Há pessoas que marcam a nossa vida, fizeram, fazem e farão parte dela.
Por vezes acredito que se não der certo nesta vida talvez dê certo na próxima, se ela existir.
Convém acreditar que sim, que isto a que chamamos de passagem seja apenas a prova de fogo para algo melhor.
Quando encontramos alguém especial, mesmo que a história vivida com essa pessoa tenha sido breve, mas de tal forma intensa que nos fica gravada na memória a ferro e fogo, é natural que nos momentos de solidão, tristeza e dor nos lembremos dela e choremos a perda daquilo que não tivemos oportunidade de viver, de ter, de consumar, de amar.
Pensamos nos ses, viajamos no tempo, construímos os nossos castelos no ar e escrevemos o nosso conto de fadas sentenciado com o “foram felizes para sempre” como tem de ser.
Não acredito em almas gémeas, era uma chatice se só tivéssemos uma alma gémea, prefiro acreditar em almas afins, por considerar possível amar algumas (várias?) vezes ao longo da vida pois cada relação e cada pessoa são diferentes.
O problema surge quando aquela pessoa especial nos deixa na dúvida se seria nossa alma afim e como uma âncora que nos prende, não nos deixa seguir em frente enquanto a dúvida persistir.
Mas e se não pudermos viver esse amor de almas com aquela pessoa?
E se isso nunca vier a acontecer?
O que fazer quando a vontade de a ver, ouvir, ansiar por um sinal imperar e nos leva ao desespero de engendrar dez esquemas para a encontrar?
Por que é que existem estes desencontros?
É nestas alturas em que me aninho no sofá, aqueço as mãos numa chávena de chá e penso que um dia, nem que seja longínquo terei as respostas todas, talvez um dia os nossos caminhos se cruzem e sigam, finalmente, um rumo, que poderá ser a dois, consumando-se o conto de fadas ou cada um no seu, com o coração sossegado pelas respostas, e em que cada um continua a sua demanda.
Tomara, tomara que um dia, a busca de cada um de nós termine de mãos enlaçadas envolvidas por dois corações unidos em compasso.

Fonte: http://strongwomenblog.com/

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