O cancro na próstata está a ser alvo de controvérsia, de acordo com recentes estudos. Qual será, afinal, a melhor forma de tratar os pacientes com esta doença depois te terem sido submetidos a uma cirurgia? Será melhor proceder à manutenção do estado pós operatório ou incidir em uma terapia que evite uma nova ocorrência?
Em Portugal, o cancro da próstata é o tipo de cancro que mais frequentemente ocorre no homem – dizem as estatísticas que esta doença chega a ser superior ao cancro da pele. O estudo sobre os possíveis factores de risco, os sintomas, o diagnóstico e o tratamento é uma constante – bem como toda a informação para ajudar os pacientes a lidarem com o flagelo que constitui esta doença.
A investigação constante em uma área de intervenção tão importante e urgente é, portanto, inquestionavelmente, necessária. Novas formas de prevenir, detectar e tratar o cancro da próstata, tendo sempre em vista a melhoria da qualidade de vida das pessoas, é imperativo.
Radiação gnómica adicional poderá prevenir a reincidência de cancro na próstata
Um estudo está a ser levado a cabo pela Universidade Thomas Jefferson. Trata-se de o maior centro médico independente e académico na Filadélfia, uma universidade mundialmente conhecida pela pesquisa inovadora nas ciências médicas da saúde e da educação que está, igualmente, classificada como uma das maiores e melhores escolas de medicina do país pelo EUA & World Report.
Este estudo refere a possibilidade de as ferramentas gnómicas poderem ser de imensa utilidade no processo de decisão de médicos e pacientes face à prevenção do cancro da próstata. Mas não é, tratando-se obviamente de um assunto ligado à vida humana, consensual.
O estudo baseia-se na análise e avaliação das ferramentas gnómicas consoante a gravidade e agressividade do cancro da próstata e da necessidade, pela eficácia, do tratamento por radiação. Excluir pacientes deste tipo de terapia será o objectivo – incluindo-se outros em que eventualmente fará todo o sentido a aplicação da terapia adicional para prevenção da doença.
A preocupação surge em um contexto de cura e prevenção, já que existem homens que ficam curados através da cirurgia ao cancro da próstata e outros não. A reincidência da doença baseada apenas em factores clínicos tem-se revelado imperfeita, pois está comprovado que apenas metade dos homens sujeitos a cirurgia não voltam a sofrer com o desenvolvimento de metástases.
O tratamento pós cirurgia do cancro da próstata: um trabalho dos investigadores de radiação oncológica ao serviço da saúde da humanidade
O tratamento por radiação adicional diz respeito a um teste que prevê o aparecimento de metástases em homens após uma intervenção cirúrgica ao cancro da próstata – um teste que estratifica os pacientes em risco elevado, médio e baixo.
Dando pelo nome de decifração, o teste de diagnóstico do gnoma é gerador de uma panóplia de genes a partir de uma amostra de tecido canceroso de um paciente com cancro de próstata. Terão já sido analisadas 139 amostras de homens que receberam a terapia por radiação após terem sido intervencionados cirurgicamente.
O resultado da análise e da avaliação gnómica terá revelado que os homens com valores mais altos referentes ao teste estavam mais susceptíveis a desenvolver metástases dos que apresentavam valores mais baixos. Quer isto dizer que a terapia pode, de facto, em muitos casos, prevenir o cancro da próstata em doentes anteriormente sujeitos a cirurgia: os níveis de PSA mantiveram-se baixos para o dobro do tempo nos que estiveram sujeitos à radiação.
Uma alternativa à cura da doença de forma definitiva constitui, portanto, uma realidade: excelentes notícias.
Imagem: Google Images

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