Conviver com uma doença pode não ser fácil mas não é, de todo, impossível! A trilogia de aceitar, equilibrar e controlar acaba por ser, na ironia da enfermidade, uma atitude cheia de saúde. Ora veja.
Já aceitou essa doença?
Doenças não faltam. Faltará, talvez, aquele estímulo de conviver com uma doença nas suas diversas variantes físicas, mentais e emocionais. De facto, aceitar essa doença que se apoderou de si é o primeiro passo para viver com ela. Sim, esta é a má notícia: passará a viver com a doença.
Medo? sim, há o medo – principalmente das consequências que essa doença pode arrastar. Mas prefere ter medo e saber de tudo o que se passa ou continuar a ter medo e viver na ignorância? É que, lamento informá-lo, não lhe traz tratamentos nem formas de poder ultrapassá-la.
Levante a cabeça, enfrente o problema e aceite: conviver com uma doença é o melhor do pior!
Pesquise, aprenda, saiba tudo para acabar com ela!
Conviver com a doença, pode passar por aprender tudo sobre ela: pode fazer pesquisas. Ligue o computador e procure na internet ou vá até uma biblioteca; também pode fazer uma lista de perguntas e debitá-las na próxima consulta até à exaustação da sua curiosidade.
Pense assim: só conhecendo o inimigo sabemos lidar com ele. É ou não é?
Encontre aquele equilíbrio que tanta falta lhe faz
Já está na fase seguinte. Já aceitou que tem essa doença e agora pode reflectir no que resta: vai ver que é muito superior ao que eventualmente está a perder. Encontre um equilíbrio de perdas e ganhos por ter mesmo de conviver com a doença.
A vida, lamentavelmente, é assim um misto de alegrias e tristezas. Vai conseguir!
Reaja, situe-se entre a vida e a doença. Ela não é tudo. Na verdade, a doença é nada perante a sua vontade de viver. Este seu equilíbrio é uma grande força.
Controlo. O controlo é preciso!
Conviver com uma doença também significa saber quais são agora as suas limitações mas também perceber o que pode fazer que até nem fazia antes. Faça um mapa de objectivos bem tangíveis ainda que tenha de estudar uma outra forma de atingi-los.
Restaurar a sua auto confiança pelo controlo é muito, imensamente, importante!
O que é isso de se afastar de quem mais gosta? Nem sequer precisa de falar dessa doença que o consome: estabeleça essa regra, falem de outras coisas – preferencialmente de coisas agradáveis e felizes.
Faça coisas que lhe dão prazer para aliviar essa pressão, todas as coisas que pode realmente fazer: leia, ria, coma, brinque, escreva, ouça música. Enfim, não se exclua.

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