Trabalha nas proximidades de uma impressora a laser? Pois bem, será certamente o caso de largos milhares de pessoas que trabalham em escritórios, de empresas e organizações, nos quatro cantos do globo. Também não será de estranhar que a tenha na sua própria casa. Há por exemplo países em que as vendas destas impressoras atingem o meio milhão de unidades num só ano!
Quem tem uma impressora mesmo ao lado da secretária onde trabalha, pensará, em primeiro lugar, na comodidade de tal acontecimento, muitas das vezes será só estender a mão para apanhar as folhas, ainda escaldadas e acabadas de imprimir, fácil e rápido e eficaz, não é? Pense melhor…
Um estudo australiano de 2007, com apoio de fundos governamentais e liderado pela Professora Lidia Morawska, directora do International Laboratory for Air Quality and Health da Universidade de Queensland, Austrália, descreve a emissão significativa de partículas ultra finas, que estes aparelhos produzem no processo de impressão. Em termos simples, a impressão passa essencialmente pelo derretimento dos componentes químicos do tonner a altas temperaturas, esses compostos em contacto com o ozono presente no ar criam então as tais partículas, que estão na ordem de grandeza dos 100 nanómetros, qualquer coisa como um milímetro dividido por 10000! As partículas, que vão desde o Boro, Silício, Cloro até ao Enxofre, Ferro e Crómio, entre outros elementos, serão libertadas numa relação directa com a temperatura da impressora: quanto maior quanto maior for a temperatura da impressora em causa, maior a concentração destas nano partículas, isto depende também imenso da marca e do modelo da impressora como foi evidenciado. Este tipo de emissões é, citando um exemplo, comum em gases de escape dos automóveis.
Estas partículas ultra finas causam grande preocupação para alguns, pois podem facilmente penetrar no sistema respiratório e provocar complicações ao nível pulmonar e cardiovascular. Indivíduos com problemas crónicos de asma e bronquite, serão tendencialmente mais afectados. Quem sabe inclusivamente se as dores de cabeça, e a má disposição que tem sentido ultimamente no local de trabalho, não encontram aqui a sua origem?
Os fabricantes, como a HP, umas das principais marcas analisadas neste estudo, questionam-se em primeiro lugar se isto será ou não um problema, defendendo-se na constatação de que estas emissões não são fenómeno exclusivo das impressoras a laser. Há ainda que ter em conta a ausência de investigação do efeito destas partículas, em concreto, na saúde humana. A HP reforça ainda a vontade de continuar a efectuar mais estudos neste campo.
O que fazer?
Como vimos, apesar de ser uma questão ainda controversa, existem algumas medidas simples que podem baixar drasticamente este potencial risco para a saúde. Isto também para que possa ficar de consciência (um pouco) mais tranquila.
- Tenha a certeza que o seu escritório é bem ventilado com ar vindo do exterior.
- As Impressoras sujeitas a uso intensivo devem ser afastadas das pessoas e se possível colocadas em salas separadas e bem ventiladas.
- Tem um destes aparelhos mesmo ao lado? Considere mudar-se ou mudar a impressora de local.
- Indivíduos com problemas de coração ou asma não devem trabalhar nas proximidades deste tipo de impressoras.
- Evite debruçar-se sobre impressoras em actividade.
Aguardam-se novos desenvolvimentos científicos que tragam mais luz a esta problemática, até lá, e porque “prevenir é o melhor remédio”, o melhor mesmo é seguir estes conselhos.

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