
O site Notícias ao Minuto refere o consumo de água potável em Angola: não há uma distribuição equitativa, sendo que apenas 70% da água potável chega a Luanda.
A gestão da água potável em Angola é efectuada pela Empresa Pública de Águas de Luanda (EPAL) e esta é uma realidade passível de ser alterada a curto e médio prazo, já que segundo os responsáveis existem já projectos em curso no sentido do alcance da água potável a toda a cidade. Mas e o resto do país, será apenas paisagem?
Construção de novos sistemas em curso para duplicar a capacidade de produção de água em Luanda
A construção de dois novos sistemas, o Bita e Kilongo, são a garantia de que a capacidade de produção de água em Luanda irá duplicar e o que se pretende é que a Empresa Pública de Águas de Luanda efectue este serviço em virtude da sua dimensão e capacidade – já que é a empresa responsável pela gestão da água: captação, produção, distribuição e comercialização de água potável à província de Luanda e arredores.
Esta empresa refere dados indicadores de que só as cinco captações da região de Luanda tratam diariamente cerca de 10 milhões de metros cúbicos de água por dia. Mas volto a perguntar: e o restante país?
Neste momento, existem dez centros de distribuição para canalizar a água potável que serve “mais de cinco milhões de habitantes dos nove municípios e bairros de Luanda”. Este abastecimento é feito ao domicílio ou por fontanários.
2015: a meta para conclusão do processo de reforma no abastecimento de água em Luanda
O ministro da Energia e Águas garante que até 2015 o processo de reforma em curso ficará concluído. Mas então, Senhor Ministro, e o abastecimento do restante território Angolano?
Refira-se que a cidade de Luanda é, de facto, muito industrial e talvez por isso receba toda a atenção dos governantes. As indústrias que proliferam, um pouco por todo o lado, na cidade de Luanda incluem as de transformação de produtos agrícolas, produção de bebidas, têxteis, cimento e outros materiais de construção, plásticos, metalurgia, cigarros e sapatos.
A não esquecer está também o facto de o petróleo, extraído nas imediações de Luanda, ser refinado na cidade – muito embora a refinaria tenha sido várias vezes danificada durante a guerra civil que assolou o país entre 1975 e 2002.
Luanda possui também um excelente porto natural, sendo as principais exportações o café, algodão, açúcar, diamantes, ferro e sal.
O panorama económico da cidade é, pois, bastante activo – o que significa albergar muita, imensa, população que precisa de água potável.
Sendo a água potável um bem básico e essencial para a alimentação e higiene, parece-me muito bem este projecto de alcançar os 100%. Mas e o resto do país?

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