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Como proceder à gestão de resíduos hospitalares?

9 de May de 2019 by Débora Pereira Leave a Comment

Resíduos provenientes da prestação de cuidados de saúde, podem constituir perigo para profissionais de saúde, doentes, saúde pública e meio ambiente em geral.

É por isso necessário lidar com os resíduos hospitalares através de tratamentos seguros e adequados.

O que são resíduos hospitalares?

Em termos legislativos, e especificamente segundo o Despacho nº 242/96 de 13/08, os resíduos hospitalares dividem-se em 4 grupos, consoante a sua tipologia, perigosidade, local de produção e tipo de tratamento requerido:

– Grupo I: resíduos equiparados a urbanos (não apresentam exigências especiais no seu tratamento);

– Grupo II: resíduos hospitalares não perigosos (não sujeitos a tratamentos específicos, podendo ser equiparados a resíduos urbanos);

– Grupo III: resíduos hospitalares de risco biológico (resíduos contaminados ou suspeitos de contaminação, susceptíveis de incineração ou de outro pré-tratamento eficaz, permitindo posterior eliminação como resíduo urbano);

– Grupo IV: resíduos hospitalares específicos (resíduos de vários tipos de incineração obrigatória).

Como se lida com os diferentes tipos de resíduos hospitalares?

gestão de resíduos hospitalaresA principal medida da gestão de resíduos hospitalares é a triagem (ou separação), e correcta identificação dos mesmos.

Apenas com acção eficiente de manuseamento, triagem, tratamento e deposição final dos resíduos  é possível garantir a redução dos custos e a prevenção de problemas de saúde pública.

De acordo com o disposto no Despacho acima mencionado, os resíduos dos Grupos I e II devem ser acondicionados em sacos de plástico de cor preta, sendo que a sua recolha e encaminhamento é geralmente assegurada pela entidade camarária da região em questão.

Relativamente aos resíduos dos Grupos III e IV, requerem uma acção mais atenta, pelo que devem ser acondicionados em sacos de plástico de cor branca e de cor vermelha, respectivamente, com excepção dos materiais cortantes e perfurantes, que por sua vez devem ser acondicionados em contentores imperfuráveis.

Ainda relativamente aos resíduos dos Grupos I e II, qualquer Unidade de Saúde deve promover também a recolha selectiva nas suas instalações e a correcta deposição dos materiais em ecopontos de resíduos passíveis de reutilização e/ou reciclagem, em caso de se tratar de materiais passíveis dessa acção (papel, plástico e vidro).

O armazenamos dos diferentes resíduos tem também contempladas algumas regras essenciais, como é a obrigatoriedade de que casa Unidade de Saúde possua um local de armazenamento devidamente sinalizado e específicos para os resíduos, de forma a mantê-los separados por grupos.

Este local deve ser dimensionado em função da periodicidade de recolha e/ou elimininação, sendo que a sua capacidade mínima deve corresponder a três dias de produção de resíduos até à recolha dos mesmos.

É exigido que o local tenha boas condições de refrigeração para que, em caso de ultrapassados os três dias referenciados, os resíduos se consigam manter em condições óptimas de segurança durante um período até 7 dias no total.

E em termos humanos, que cuidados mais devem ser tidos em conta na gestão dos resíduos hospitalares?

A gestão eficaz dos diferentes resíduos hospitalares pressupõem uma sequência encadeada de procedimentos de forma correcta e eficiente, uma vez que a falha de qualquer passo compromete irremediavelmente os procedimentos seguintes, e eventualmente todo o processo de gestão.

Por esse motivo, a sensibilização e formação adequada de todo e qualquer profissional envolvido na produção e manipulação de resíduos é considerada uma acção fundamental para o alcance e o sucesso de uma gestão adequada, particularmente no que compreende as fases de triagem e acondicionamento.

São fundamentais a interiorização e a concretização dos princípios fundamentais do Regime Geral de Gestão de Resíduos (Decreto-Lei n.º 178/2006), como a redução de produção de resíduos na fonte e a correcta gestão de stocks para a minimização de produção de resíduos.

De um modo geral, é imperativo que imperem as boas práticas de segurança no tratamento e gestão de resíduos hospitalares, a bem da saúde pública e ambiental.

Filed Under: TRATAMENTO RESÍDUOS Tagged With: Ambiente, desmantelamento de equipamentos eléctricos, ecoponto amarelo, floresta, poluição, reparação de electrodomésticos, resíduos perigosos, saúde pública, Sociedade Ponto Verde, tendência

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