Quando o verão chega e as temperaturas sobem, o país começa a arder. Portugal é invadido por uma chama gigante de fogos florestais e urbanos que destroem tudo o que se encontra à sua frente, criando uma imensa nuvem de fumo negra.
Os incêndios, de origem natural ou humana, contribuem em muito para o aumento do efeito de estufa e consecutivamente do aquecimento global. Quando uma floresta arde, não são só as árvores que ficam destruídas e os animais que morrem. Com eles morre também um pouco de nós, porque não nos podemos esquecer que o oxigénio que respiramos provém da natureza.
O que origina um incêndio florestal?
É difícil decifrar o que deu origem a um incêndio florestal, podendo o mesmo ter origem natural, acidental ou intencional.
Um incêndio que tem origem em causas naturais, é originário por situações afetas ao Homem e que ninguém pode prever.
Um bom exemplo disso, é quando o clima quente e seco dá origem a trovoadas, fazendo com que uma faísca atinja uma área florestal. Este facto pode originar um incêndio e é impossível prever quando tal vai acontecer.
Quando um incêndio começa acidentalmente, este deve-se ao facto de ter havido negligência por parte dos cidadãos, que utilizaram aquela área para fazer uma fogueira e assar carne ou que simplesmente atiraram uma ponta de cigarro da janela do carro, deixando para trás um rasto de fumo e destruição, que muito trabalho dá aos soldados da paz.
No nosso país, uma grande parte dos incêndios florestais são intencionais. Isto é, uma ação criminosa de indivíduos que têm prazer em ver a floresta a arder. Mas no que toca a fogo posto, tal também pode acontecer, porque existe algum tipo de interesse naquelas terras para construção de empreendimentos.
Incêndios como fonte de poluição ambiental
No verão o país começa a arder de norte a sul, de este a oeste. Por todo o lado encontramos fogos de grandes dimensões, que lançam um fumo negro prejudicial à nossa saúde. Os fogos colocam em causa a qualidade do ar no nosso país e um estudo realizado pela Universidade Nova de Lisboa detetou um elevado número de partículas no ar, principalmente nas regiões de Setúbal e Lisboa.
Ao olharmos para o céu, este passa de azul a cinzento e no ar flutuam cinzas e outras partículas altamente prejudiciais à nossa saúde. Um incêndio polui todo o meio-ambiente num raio de dezenas de quilómetros e contribui para o aumento do aquecimento global. O fumo lançado para a atmosfera tem temperaturas bastante elevadas.
Enquanto deflagra o fogo, ardem dezenas de hectares de vegetais e de material lenhoso, o que leva a que se formem densas colunas de fumo, tornando o ar irrespirável.
Como evitar que as árvores se transformem em cinzas?
O primeiro passo é mesmo a prevenção, e porque vale mais prevenir do que remediar, é importante que em áreas florestais densas e nas serras portuguesas existam postos de vigilância que dêem o alarme ao primeiro sinal de fumaça. Assim os bombeiros conseguem atuar mais rapidamente, evitando que um pequeno foco de incêndio dê lugar a um grande fogo florestal.
Mas quando o verão chega e o calor aperta, deve-se evitar lançar foguetes ou fogos-de-artifício nas festas, porque uma pequena fagulha também pode originar um incêndio. No verão deve evitar os piqueniques em família, com a realização de fogueiras para assar a carne ou outro tipo de alimentos. Por último, não deve deitar a ponta do cigarro pela janela do carro, porque nunca se sabe se esta vai parar junto a vegetação, originando um fogo.

Prevenir é sempre essencial.