Na indústria dos lacticínios, como em qualquer actividade industrial, são utilizadas águas para os mais variados fins – desde o consumo como matéria prima até ao seu uso em operações de lavagem, arrefecimento e transporte. Esta situação produz um volume elevado de águas residuais que, rejeitadas directamente no meio receptor, causam graves problemas de poluição.
Há, portanto, que saber gerir este recurso: em que operações deste sector de lacticínios se produz o efluente e proceder à avaliação qualitativa e quantitativa das suas características.
Indústria dos lacticínios
No sector dos lacticínios incluem-se as indústrias de produção de leite (pasteurizado, esterilizado UHT, com aromas ou outras características específicas), queijo, manteiga, iogurtes e outros derivados como leite em pó, natas, soro concentrado e soro em pó.
Onde nascem as águas residuais?
As que têm origem em unidades de processamento de leite e de produção de lacticínios provêm predominantemente de perdas de processo, com arrastamento de resíduos de matéria prima ou de produto, e da lavagem do equipamento e das instalações.
Contribuem também para a produção de efluentes, embora em menor escala, os condensados poluídos, águas de arrefecimento com resquícios de produtos, águas de lavagem do queijo (em alguns tipos de queijo), produtos rejeitados ou impróprios para consumo e águas de laboratório. (nota: o fabrico de queijo dá origem, por sua vez, a grandes quantidades de soro de leite).
Em termos globais, os efluentes são caracterizados por uma elevada carga orgânica (em particular nas unidades de produção de queijo) e por apresentarem variações cíclicas – tanto de caudais como de características.
Medidas preventivas
A nível de redução dos consumos no sector dos lacticínios, refira-se a adopção de sistemas CIP (cleaning in place), a utilização de sistemas de arrefecimento em circuito fechado, a reutilização de águas quentes e a reciclagem dos condensados. Por seu turno, a redução da carga poluente é conseguida através do controlo das perdas em processo, da reciclagem das soluções de lavagem, do esgotamento dos produtos líquidos das tubagens por meio de ar comprimido e da utilização de sistemas de segurança contra enchimento excessivo nos tanques de processo.
No caso do fabrico de queijo, há que atender ainda à separação do soro que – podendo ser considerado como um recurso a aproveitar para produzir vários subprodutos como alimentação alimal, produção de requeijão, concentrados de proteínas e de lactose -, quando é rejeitado como efluente constitui um grave, gravíssimo, problema ambiental pela sua elevada carga orgânica e difícil biodegradabilidade: um sério problema para o ecossistema.
Tratamento dos efluentes
O sistema de lamas activada é o mais indicado para efluentes com cargas orgânicas muito elevadas, como as que resultam das unidades de processamento de leite na indústria de lacticínios. O tratamento por digestão anaeróbia, associado ao de lamas activadas, revela-se eficaz para efluentes com cargas orgânicas elevadas – como é o caso de unidades de fabrico de queijo.

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